Manifestação aconteceu na Praça da Independência, no Centro, em frente à ocupação que leva o nome da vereadora do Rio de Janeiro assassinada.

 

 

Centenas de pessoas se reuniram neste sábado (14) na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, para um ato em honra à memória de Marielle Franco (PSOL), vereadora do Rio de Janeiro morta a tiros na capital carioca há um mês. A mobilização também pediu a liberdade do ex-presidente Lula (PT), preso na noite do dia 7 de abril.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), mil pessoas participam do evento, que teve início durante a tarde .A Polícia Militar acompanha o ato, mas não divulga estimativa de público em atos públicos.

Segundo o presidente da CUT-PE, a mobilização marca um mês do assassinato de Marielle cobrando respostas sobre a autoria do crime. “Ela foi morta de uma maneira muito brutal e precisamos entender o que aconteceu”, explica, citando, também, que o ato é em prol do ex-presidente petista. “Foi uma condenação sem provas”, frisa.

A mobilização acontece na Praça da Independência, em frente à ocupação Marielle Franco, feita no dia 19 de março em um prédio desocupado. Composta essencialmente por mulheres e crianças, a ocupação busca homenagear a vereadora morta no Rio e reivindicar moradia na capital pernambucana.

“Existem cerca de 200 famílias nesse prédio chamando a atenção para o que aconteceu com Marielle e tomando ela como exemplo de uma pessoa que lutava pelas periferias. A voz dela não foi calada com o assassinato e vai continuar ecoando”, conta a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de Pernambuco, Jô Cavalcanti.

Ato deste sábado ocorre em frente à ocupação Marielle Franco (Foto: Marina Meireles/G1)

Ato deste sábado ocorre em frente à ocupação Marielle Franco (Foto: Marina Meireles)

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No local, representantes de partidos políticos e da sociedade civil exibem faixas e cartazes em homenagem a Marielle e a Lula. Presente no local, a militante Raísa Rabelo tatuou, durante o ato, as palavras ‘Lula Livre’ em seu tornozelo esquerdo. “Fiz isso para me lembrar da injustiça que está sendo cometida no país. É direito de cada brasileiro lutar para que a Constituição de 1988 seja respeitada, independentemente da posição política”, afirma.

Militante Raísa Rabelo tatuou, durante o ato, as palavras 'Lula Livre' em seu tornozelo (Foto: Marina Meireles/G1)

Militante Raísa Rabelo tatuou, durante o ato, as palavras ‘Lula Livre’ em seu tornozelo (Foto: Marina Meireles)

 

Além de uma roda de conversa sobre direitos das mulheres, a ação também promoveu um ato ecumênico, intercalado de falas políticas e atividades culturais. “Vivemos numa ditadura velada e viemos aqui para denunciar esse atentado à democracia e à vida de Marielle”, comenta, ao distribuir cartazes com o rosto do ex-presidente durante o ato, diz a médica Andréa Campigotto.

Médica Andréa Campigotto distribuiu cartazes durante manifestação no Recife (Foto: Marina Meireles/G1)

Médica Andréa Campigotto distribuiu cartazes durante manifestação no Recife (Foto: Marina Meireles)

 

De acordo com a CUT, ato no Recife reuniu cerca de mil pessoas  (Foto: Marina Meireles/G1)

De acordo com a CUT, ato no Recife reuniu cerca de mil pessoas (Foto: Marina Meireles)

Rua da Aurora

Ainda na tarde deste sábado, uma roda de poesia organizado pelo grupo Slam das Minas de Pernambuco também lembrou a morte de Marielle. Cerca de 100 pessoas ouviram discursos e cobraram celeridade na apuração do assassinato da vereadora, na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, região central do Recife.

Grupo de poesia formado por mulheres cobrou apuração mais rápida sobre o assassinato de Marielle Franco (Foto: Luna Markman/TV Globo)

Grupo de poesia formado por mulheres cobrou apuração mais rápida sobre o assassinato de Marielle Franco (Foto: Luna Markman)

Fonte: G1

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