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Carlos Malta sopra ‘O vento’ ao entrar no ‘mar amor’ de Dorival Caymmi em álbum com canções do compositor

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Carlos Malta sopra O vento na praia de Dorival Caymmi (1914 – 2008). Música lançada em disco em 1949, O vento é uma das 14 músicas do compositor baiano abordadas pelo flautista, saxofonista e clarinetista carioca em O mar amor – Canções de Caymmi, álbum lançado neste mês de novembro de 2018.

A presença de O vento no repertório é até certo ponto previsível, já que Malta é instrumentista já poeticamente apelidado no universo musical como “o escultor do vento” pela habilidade no toque dos sopros. O escultor do vento, aliás, é o título do primeiro álbum solo do artista, lançado em 1998, há 20 anos.

O mergulho n’O mar amor de Caymmi é feito sobretudo através do toque das canções praieiras do compositor, como Canção da partida (1957), Canoeiro (1944), É doce morrer no mar (1941, com versos de Jorge Amado), O bem do mar (1954), O mar (1940) e Temporal (1957).

Contudo, Malta também emerge do mar de Caymmi com pérola fina do samba-canção do compositor, Só louco (1955), e com sambas buliçosos como Rosa Morena (1942).

Capa do álbum 'O mar amor – Canções de Caymmi', de Carlos Malta — Foto: Divulgação

Capa do álbum ‘O mar amor – Canções de Caymmi’, de Carlos Malta (Foto: Divulgação)

O próprio músico explica a natureza do mergulho n’O mar amor de Dorival Caymmi: “A ideia de gravar um disco com músicas de Caymmi há muito tempo vem habitando minha mente. Para interpretar estas canções, me inspirei na voz grave de Dorival e escolhi, dentre meus instrumentos, os que possuem mais afinidade com este canto: o clarinete-baixo, a flauta-baixo e a flauta em sol, porém sem deixar de fora o sax soprano, o pife de bambu e a flauta em dó. Uma coisa que buscamos na mixagem foi o som da bateria que em muitos momentos parece mais um batuque dentro d’água, aumentando ainda mais o mistério de certas canções. Minha abordagem estética foi mais por sublinhar a beleza das melodias, buscando uma singeleza nos arranjos e harmonias e deixando de lado as improvisações, que muitas vezes diluem a essência da obra”, conceitua Carlos Malta.

Fonte: G1

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