Em setembro, outros dois policiais militares e um guarda civil haviam sido considerados culpados pelos ataques

 

 

“Deus fez justiça na Terra.” Foi assim que Rosa Correia reagiu à sentença que condenou o policial militar Victor Cristilder a 119 anos, 4 meses e 4 dias de prisão por participar da maior chacina da história de São Paulo, que terminou com 17 mortos e 7 feridos em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, em agosto de 2015.

Ele foi o último réu a ser julgado. Em setembro, outros dois Pms e um guarda civil haviam sido considerados culpados pelos ataques.

Rosa Correia é mãe de Wilker Osório, morto com 40 tiros nos ataques. “Estão colhendo o que plantaram.” Sentada na área reservada ao público, Rosa chorou no julgamento quando o nome do filho foi mencionado em plenário.

“O enterro foi em caixão fechado, né, dona Rosa?”, perguntou a defensora pública Maíra Coracini Diniz, na fase de debates.

Mãe de Fernando Luiz de Paula, Zilda Maria vestia o boné no filho. Ele foi morto no Bar do Juvenal, o maior dos ataques. “Até o dia que eu respirar vou viver esse horror”, afirmou. “Toda quinta, olho no relógio e na hora penso no meu filho com um tiro na testa”, afirmou. “Tenho dó da família deles (condenados), mas deviam ter pensado nisso antes.”

Antes da leitura da sentença, parentes de Cristilder e dos outros condenados deixaram o fórum aos prantos. “Essa Justiça é injusta!”, gritou uma tia do PM, levada para o lado de fora. A mulher de Cristilder havia deixado o tribunal mais cedo. Segundo parentes, ela passou mal.

Fonte: R7

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