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Como chegam os protagonistas da reunião do G20

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O presidente americano Donald Trump e seu colega chinês, Xi Jinping, em Pequim em 8 de novembro de 2017

  • ALEMANHA –

Ao contrário do G20 de Hamburgo em 2017, a chanceler alemã, Angela Merkel, está mais enfraquecida no cenário internacional, no final de seu ciclo político. Com um crescimento esperado do PIB de 1,8% em 2018 e 2019, e uma taxa de desemprego historicamente baixa (5%), a Alemanha se mostra sólida em parte graças aos elevados excedentes comerciais. Consciente de sua economia exportadora, Merkel, contrária a qualquer medida que possa abalar o livre comércio, deve defender mais uma vez o multilateralismo em Buenos Aires.

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  • ARÁBIA SAUDITA –

Mohamed bin Salman chega precedido pelo escândalo da morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, que abala sua imagem internacional. A ONG Human Rights Watch pediu a Argentina que inicie um processo contra o príncipe herdeiro por esta questão e pela guerra no Iêmen. Em Buenos Aires, se reunirá pela primeira vez com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Em 2020 Riad será anfitriã do G20.

  • ARGENTINA –

O presidente Mauricio Macri recebe os líderes das potências globais enquanto seu país, a terceira maior economia da América Latina, enfrenta uma profunda crise econômica, com uma inflação anual de 45% e uma recessão que enfraqueceram o governo. Em um contexto de crise do multilateralismo, a presidência argentina do G20 espera encontrar pontos de consenso para a declaração final.

  • BRASIL –

O impopular presidente Michel Temer, em final de mandato, viajará a Buenos Aires. Todos os olhos estão voltados para o presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o governo em 1 de janeiro com uma proposta de governo ultraliberal, que deve dar as costas ao multilateralismo. Embora tenha sido convidado por Temer ao G20, o futuro presidente da maior economia da América Latina não aceitou por motivos de saúde.

  • CHILE –

O presidente Sebastián Piñera, um empresário bilionário, defende o livre comércio e se opõe a qualquer forma de protecionismo. Ele propõe fortalecer a economia digital e a sociedade do conhecimento e informação. O Chile comparece ao G20 como país convidado.

  • CHINA –

O presidente chinês, Xi Jinping, será um dos protagonistas: se reunirá com Donald Trump em meio a uma escalada de represálias tarifárias entre Pequim e Washington que abala a economia global. Xi defende o multilateralismo e se opõe ao protecionismo. Mas americanos e europeus denunciam os muitos obstáculos que suas empresas enfrentam no gigante asiático, assim como práticas desleais.

  • ESTADOS UNIDOS –

Dez anos depois da primeira cúpula do G20 que prometeu defender o multilateralismo, Donald Trump viaja a Buenos Aires como promotor do “America First” (“Estados Unidos primeiro”). Em várias reuniões bilaterais buscará impor sua agenda. Sobre a China, seu governo afirmou que há “boas possibilidades” de alcançar um acordo sob certas condições. Como sempre, as ações do imprevisível presidente americano serão escrutadas: no G7 no Canadá, Trump rejeitou no último momento o comunicado final.

  • FRANÇA –

Em um G20 que parece “conflituoso”, o presidente Emmanuel Macron se esforçara para avançar com uma reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) e preservar o Acordo de Paris sobre o clima, apesar das tensões entre China e Estados Unidos que podem dominar o encontro. Sua reunião com Trump promete ser fria.

  • MÉXICO –

O presidente mexicano Enrique Peña Nieto entrega o cargo no dia 1 de dezembro ao esquerdista Andrés Manuel López Obrador. Mas não passará despercebido, pois à margem do encontro deve acontecer a assinatura do novo tratado de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá, que substituirá o Nafta. Além disso, o país é cenário de uma onda migratória de centro-americanas, que avança rumo aos Estados Unidos.

  • REINO UNIDO –

Na primeira viagem de um chefe de Governo britânico a Argentina desde a Guerra das Malvinas em 1982, Theresa May provavelmente terá os pensamentos voltados para Londres. A primeira-ministra conservadora enfrenta uma votação crucial (em 11 de dezembro) no Parlamento sobre o acordo para o Brexit, ameaçado por alguns deputados céticos. Após a saída da UE, Londres dependerá muito de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.

  • RÚSSIA –

Com uma economia estabilizada desde a crise de 2014-2015 (baixa inflação, déficit controlado), o presidente Vladimir Putin também será uma figura chave, pois seu país está no centro dos principais problemas internacionais: a guerra na Síria, a crise com a Ucrânia e as tensões Rússia-EUA. Em um momento de escalada entre Moscou e Kiev, Putin deve se reunir com Trump.

Fonte: AFP

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