Cerca de 500 estudantes fazem barricada com cadeiras e poltronas das salas. A ocupação ocorre dois dias após a manifestação no Ministério da Educação (MEC) e ocupação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

 

Cerca de 500 estudantes fazem barricada com cadeiras e poltronas das salas. A ocupação ocorre dois dias após a manifestação no Ministério da Educação (MEC) e ocupação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Eles estão no primeiro andar, mas incentivam o grupo a subir o prédio. Os servidores começam a sair das salas com bolsas. Nenhum estudante quis conversar com a reportagem até o momento. Os manifestantes fizeram uma assembleia na manhã de hoje no Ceubinho e decidiram pela ocupação da reitoria.

O chefe de gabinete, Paulo César Marques, veio pessoalmente conversar com uma comissão. A reitora está na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em um compromisso que estava agendado anteriormente e constava na agenda pública no site da UnB.

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O motivo da ocupação é em razão das contradições das respostas da UnB e do MEC. Na terça-feira (10/4), após reunião com um secretário do ministro da Educação, os estudantes receberam dados divergentes daqueles apresentados pela reitoria.

O chefe de gabinete da reitoria, Paulo César Marques, explicou que a diferença se deve em razão da UnB apresentar o orçamento que de fato opera e o MEC mostrar o orçamento geral. “O Ministério pontuou as despesas gerais que a gente sequer vê a cor desse dinheiro. Inclui aposentadoria, por exemplo. A gente trabalha com o que sobra do orçamento para custeio, despesa, investimento e etc”, esclareceu.

Ele explicou que os estudantes cobram que haja um momento público de debate com participação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “A proposta é que esse evento aconteça na segunda-feira e, agora, nós estamos esperando a convocação da Comissão de Direitos Humanos e da comissão de alunos”, ressaltou.

O 3º Batalhão da Polícia Militar foi acionado para atuar na ocupação da reitoria. De acordo com o policiamento da área, aproximadamente 500 alunos estão no local. Algumas viaturas estão na universidade, porém a responsabilidade pelo prédio é da Polícia Federal.

A UnB enfrenta uma grave crise financeira. O rombo nas contas deve gerar um déficit orçamentário de R$ 92 milhões até o fim do ano. Embora o orçamento para 2018 seja de R$ 1,731 bilhões, o dinheiro não é suficiente para pagar todas as despesas e custeios.

Fonte: Correio Braziliense