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Fachin nega pedido de quebra de sigilo telefônico contra Temer

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Foto: Alan Santos

O ministro autorizou o procedimento contra os ministros Eliseu Padilha da Casa Civil e de Minas e Energia, Moreira Franco

 

O ministro Edson Fachin negou nesta quinta-feira (7) o pedido de quebra de sigilo telefônico do presidente Michel Temer. O magistrado autorizou o procedimento contra os ministros Moreira Franco, de Minas e Energia e Eliseu Padilha, da Casa Civil. Eles são investigados em inquérito que apura propina a integrantes do MDB. Esta é a primeira vez que é solicitada a quebra de sigilo telefônico em processo que envolve um presidente em exercício.

A decisão, com a motivação da negativa, ainda não foi divulgada pelo órgão. O pedido foi feito pela Polícia Federal com o objetivo de encontrar indícios de suposto repasse de R$ 10 milhões que seriam pagos pela Odebrecht para o partido. O ex-executivo da construtora, Cláudio Mello Filho, afirmou em delação premiada ter participado de jantar com Padilha, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht e Temer, no Palácio do Jaburu, em 2014.

O inquérito foi aberto em abril de 2017 e Temer foi incluído em março deste ano. De acordo com a investigação, em troca do repasse, os emedebistas prometeram favorecer a empresa em contratos públicos.

Este é o segundo inquérito ativo contra o presidente na corte. Temer também é investigado por suspeita de favorecer empresas por meio do chamado decreto dos Portos, de 2016, em troca de vantagens. O documento ampliou o prazo de concessões no setor. O caso é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso. Além disso, outras duas denúncias apresentadas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot estão suspensas por decisão da Câmara dos Deputados, e voltarão a tramitar assim que o emedebista deixar a Presidência.

Fonte: Destak

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