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Justiça define regras para deputado João Rodrigues cumprir pena no semiaberto

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Parlamentar está na Papuda, mas obteve liminar no STF para manter mandato. Ele terá de usar tornozeleira eletrônica e se manter nas imediações da Câmara.

 

 

A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal divulgou nesta segunda-feira (18) as condições da prisão do deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) no regime semiaberto. Apesar de estar detido na Papuda, o parlamentar cumpre mandato, devido a uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as regras estabelecidas pelo documento, está a restrição para o local de almoço. João Rodrigues – monitorado por uma tornozeleira eletrônica – poderá se distanciar apenas 100 metros da Câmara dos Deputados.

Na prática, isso significa que ele não sairá para almoçar nem nos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores – os mais próximos do Congresso Nacional.

“O sentenciado não pode utilizar o horário de exercício das atividades parlamentares para recebimento de visitas de familiares e amigos, uma vez que será beneficiado com saídas quinzenais”, completa o documento.

De acordo com a decisão, Rodrigues poderá se deslocar exclusivamente entre o Centro de Detenção Provisória da Papuda e a Câmara dos Deputados, em dias úteis, saindo da unidade prisional às 8h e voltando, no máximo, às 19h30.

O deputado João Rodrigues (PSD-SC), durante discurso na tribuna da Câmara (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

O deputado João Rodrigues (PSD-SC), durante discurso na tribuna da Câmara (Foto: Gustavo Lima)

 

Em caso de sessões noturnas na Casa, o parlamentar terá de apresentar certidão emitida pela Câmara. A mesa diretora deverá encaminhar ao presídio, mensalmente, uma cópia do registro eletrônico de frequência de Rodrigues.

Se alguma medida for descumprida, o deputado federal passará por “isolamento disciplinar por até 10 dias”, além da suspensão automática das saídas diárias e quinzenais.

O crime

João Rodrigues foi preso por ordem do Supremo depois de ter sido condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4) por fraude e dispensa de licitação quando era prefeito de Pinhalzinho (SC). Ele está detido desde fevereiro.

Ao comentar a condenação, na semana passada, o parlamentar disse que não pode “simplesmente ficar preso no regime fechado” como se fosse “um grande corrupto, como se fosse um homem que desvia milhões, no momento que o país está vivendo”. Ele afirmou que se sentia “machucado, pisado e humilhado”.

“Eu acho que a pior coisa do mundo é quando você paga pelo que você não deve. Se eu devesse qualquer coisa que fosse, eu teria renunciado ao meu mandato”, disse.

Fonte: G1

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