“Se nós paramos, o mundo para”, dizem as grevistas, que reivindicam igualdade salarial, fim do assédio no trabalho e acesso a espaços de decisão

 

 

Mais de 5 milhões de mulheres espanholas pararam suas atividades neste 8 de Março na primeira greve geral feminista convocada no país. Os maiores sindicatos da Espanha apoiaram a paralisação que faz parte da agenda do Dia Internacional da Mulher.

O mote da paralisação espanhola é “Se nós paramos, o mundo para”. As reivindicações das grevistas são igualdade salarial, fim do assédio no ambiente de trabalho e que mulheres consigam ter acesso a espaços de poder e decisão.

Os dados apenas comprovam a importância da pauta da greve das mulheres. Segundo uma pesquisa feita pela Fedea (Fundação de Estudos de Economia Aplicada), na Espanha, as mulheres recebem 13% menos que os homens no desempenho das mesmas funções.

A precarização nos contratos também é maior entre as mulheres, especialmente em ambientes como o das empregadas domésticas, um trabalho que é realizado principalmente por mulheres.

Apesar da paralisação ter alcançado um alto índice de sucesso, segundo a legislação trabalhista espanhola, esse dia parado será descontado da folha de pagamento.

Em Madri, o transporte público foi um dos serviços mais afetados. Foi solicitado apenas que as mulheres continuassem prestando serviços mínimos para o funcionamento.

A greve na mídia

Jornalistas do El País pararam na Espanha e também no Brasil

Jornalistas do El País pararam na Espanha e também no Brasil

Reprodução/Reuters

 

Os periódicos e meios de comunicação espanhóis deram grande destaque para a greve feminista deste 8 de março. Mas não apenas isso, eles também apoiaram a greve entre suas funcionárias.

No jornal El País, o maior da Espanha, as jornalistas estão participando massivamente da greve. A mobilização das mulheres espanholas foi tão grande que cruzou o oceano, chegando ao Brasil. Na versão brasileira do jornal, as mulheres também pararam.

A sub-editora do El País Brasil, Flavia Marreiro, falou sobre a importância dessa greve feminista.

“Paramos todas. Tomamos essa decisão reunidas, primeiro em solidariedade à Espanha, onde o movimento começou, e depois como uma oportunidade de a gente falar as nossas próprias questões”, afirmou Marreiro.

Em um comunicado divulgados nas redes sociais, as jornalistas apresentam suas reivindicações: “não existência de diferença salarial por causa de gênero; presença de mais mulheres ocupando cargos de chefia e nas seções de opinião (queremos que a paridade seja a norma — não mais de 60% nem menos de 40% para cada sexo); pelo fim da precariedade trabalhista e dos assédios, tanto sexual quanto moral.”

Fonte: R7

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