Ele e outro adolescente, que teria pilotado moto usada na ação,foram detidos. Político está preso desde fevereiro suspeito de encomendar o crime por questões políticas.

 

Dois adolescentes foram apreendidos nesta quinta-feira (1º) suspeitos de matar do radialista Jefferson Pureza Lopes, em 17 de janeiro, em Edealina, no sul de Goiás. Eles teriam sido contratados pelo vereador José Eduardo Alves da Silva (PR), preso desde fevereiro por suspeita de ser o mandante do crime. O político nega. A Polícia Civil disse que questões políticas e ciúme motivaram o assassinato.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos jovens é o responsável pelos tiros e recebeu, pelo crime, R$ 5 mil e a arma usada no assassinato. O outro teria pilotado a moto usada na ação. Ambos têm 17 anos e foram encontrados em Aragoiânia.

A corporação informou que a dupla será transferida ainda nesta quinta para a cidade de Edeia, a 32 km de Edealina. O delegado responsável pelo caso, Quéops Barreto, só voltará a se pronunciar após a finalização do inquérito.

Jefferson Pureza foi morto a tiros em Edealina, Goiás (Foto: Facebook/Reprodução)

Jefferson Pureza foi morto a tiros em Edealina, Goiás (Foto: Facebook/Reprodução)

Jefferson Pureza Lopes foi encontrado morto na casa em que morava, com três tiros no rosto. O radialista era conhecido por conduzir programa de rádio polêmico na cidade.

Investigação

Após a morte de Lopes, a Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar o crime. De acordo com a investigação, o caseiro Marcelo Rodrigues Santos, de 39 anos, era amigo do vereador e intermediou o contato entre os executores e o mandante. Ele foi preso anteriormente, na fazenda em que trabalha, em Edealina.

O vereador José Eduardo Alves da Silva (PR-GO), suspeito de mandar matar radialista em Edealina (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O vereador José Eduardo Alves da Silva (PR-GO), suspeito de mandar matar radialista em Edealina (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

No dia 9 de fevereiro, o vereador José Eduardo Alves da Silva (PR) foi preso. “O motivo foi um misto de questões políticas com passional. Ele vinha carregando a vontade de eliminar a vítima e o estopim foi quando descobriu que a ex-mulher tinha se relacionado com o radialista”, disse o delegado na ocasião.

Ao delegado, o vereador alegou que já havia planejado matar o radialista em duas ocasiões, sendo a primeira em janeiro de 2017, quando foi descoberto e desistiu de ordenar o crime. A segunda vez que o político diz que pensou em matá-lo foi em dezembro do ano passado, após descobrir que a mulher, de quem tinha se separado em novembro, havia se relacionado com o rival.

Apesar de confessar as tentativas, ele negou ter concluído o plano.

Fonte: G1

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