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No Paraguai, Temer defende acordos do Mercosul com União Europeia e Aliança do Pacífico

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Presidente participou de reunião de cúpula do Mercosul, realizada nesta segunda (18) em Assunção. Ele também falou sobre a crise na Venezuela e a ameaça do crime organizado para os países do continente.

 

 

O presidente Michel defendeu nesta segunda-feira (18), em discurso durante reunião de cúpula do Mercosul realizada no Paraguai, que o bloco feche acordos com a União Europeia e a Aliança do Pacífico.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Na reunião de cúpula desta segunda, o presidente paraguaio Horacio Cartes passou a presidência rotativa do Mercosul para o colega uruguaio Tabaré Vázquez.

No discurso no evento, Temer defendeu a continuidade das negociações do bloco sul-americano com a União Europeia. Segundo ele, as conversas com o bloco europeu “avançaram enormemente” nos últimos anos, período no qual o próprio Temer comandou o Mercosul por seis meses.

“Quero fazer uma breve ponderação: eu acho que nós, durante muito tempo, trabalhamos para este acordo com a União Europeia. Penso, entretanto, que nós incentivamos e acentuamos muito mais as nossas negociações nestes últimos anos”, disse.

“Não devemos abandonar essa ideia desta aliança com o Mercosul. Fechar esta porta agora significa impedir o caminho das negociações que nestes últimos tempos, com todos os naturais embaraços, têm tido razoável sucesso”, completou.

A frase de Temer vai em sentido oposto ao expressado no domingo (17), em reunião prévia ao encontro de presidentes do Mercosul, pelo chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa. Ele declarou que o bloco deveria priorizar negociações com a China, já que as conversas com a União Europeia estariam distante de um desfecho.

O Mercosul tenta há quase duas décadas selar um tratado de livre-comércio com países da União Europeia. Neste período, as conversas entre os blocos avançaram, recuaram, foram suspensas e retomadas. Em março, durante viagem ao Chile, Temer declarou que os dois blocos fechariam um acordo “em definitivo”.

“Temos alguns pequenos pontos para ainda resolver, mas os chanceleres da União Europeia e do Mercosul vão se reunir muito proximamente. Eu acho que, depois de 19 anos, foi isso que eu e o Macri [presidente da Argentina] concordamos. Nós talvez fechemos em definitivo o acordo Mercosul e União Europeia”, disse o presidente na oportunidade.

No disucurso desta segunda, Temer também comentou avanços na “aproximação” com os países da Aliança do Pacífico – bloco formado formado pelo Chile, Colômbia, México e Peru. O presidente afirmou que haverá uma reunião no México entre representantes dos dois blocos.

“Nós vamos todos, e eu imagino que todos os representantes do Mercosul estarão no México para este convite que todos recebemos para promover esta aliança”, declarou.

Venezuela

Temer recordou em seu discurso que a Venezuela foi suspensa do Mercosul em razão “de uma certa ruptura existente na ordem democrática”. Ele também citou que o Brasil adotou medidas para acolher imigrantes venezuelanos que fogem de uma “crise humanitária”.

O presidente ainda informou que irá nesta terça (19) ao estado de Roraima inspecionar abrigos e outras instalações construídas para lidar com a chegada de venezuelanos ao país.

“No Brasil, nós temos recebido milhares e milhares de migrantes venezuelanos que buscam uma vida melhor. E não temos poupado esforços para construir condições físicas e jurídicas que permitam o acolhimento solidário de quem foge de uma crise humanitária”, disse.

Crime organizado

Temer também abordou segurança e crime organizado durante sua fala na reunião de cúpula do Mercosul. Para ele, o crime organizado é “transacional” e “agride valores não apenas de um pais, mas de vários países”.

“Isso aflige nossas cidades, nossas famílias, nossos jovens, tem um custo humano inaceitável, ao qual se agrega perdas econômicas que são extremamente preocupantes”, afirmou o presidente.

Temer disse que o Mercosul pode ajudar “a fazer diferença” no combate ao crime organizado e destacou que as organizações criminosas da região “dispõem de técnicas cada vez mais sofisticadas”, com regras próprias.

“Eles chegam até a ter uma espécie de direito próprio, como se fosse um direito fora do próprio Estado”, afirmou.

Fonte: G1

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