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O que acontece com os 12 meninos e o treinador após resgate de caverna?

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Equipes médicas devem manter o grupo resgatado de caverna na Tailândia em regime de quarentena para acompanhar estado de saúde deles. Todos vão receber apoio psicológico

 

O estado de saúde dos 12 garotos e do treinador é bom, segundo as autoridades, mas todos devem permanecer em regime de quarentena, por ao menos uma semana, no hospital da província de Chiang Rai. Durante os primeiros dias, segundo a equipe médica, o time de futebol resgatado de uma caverna na Tailândia vai usar óculos de sol para proteger os olhos, por conta do longo período que passaram em local escuro. O time de futebol Javalis Selvagens deve receber também um monitoramento psicológico, por conta do trauma sofrido nos últimos 18 dias.

Depois de três dias de resgate, todos foram retirados da caverna em uma operação feita com total sucesso. A ação precisou ser feita por etapas por conta das dificuldades do percurso de ida e volta, em região de terreno muito acidentado, com vários trechos inundados e com visibilidade nula em vários pontos. Quatro meninos foram resgatados no domingo (8/7), outros quatro na segunda-feira (9/7) e os demais saíram hoje.

Segundo a equipe médica que monitora o grupo, dois dos resgatados precisaram passar por tratamento com antibióticos porque apresentam sintomas de pneumonia. A situação deles ainda é considerada delicada por conta dos vários dias que passaram sem comida e com frio, em uma gruta úmida, com redução de oxigênio e quase sem água potável. Segundo o hospital Chiang Rai, que fica a 70km do local do resgate das crianças, todos têm passado bem.

Os oito primeiros a serem resgatados estão sem febre, segundo declaração do chefe do Ministério da Saúde Pública, Jesada Chokedamrongsuk, que deu um primeiro balanço mais detalhado do estado de saúde dos jovens. Segundo ele, todos passaram por exames de sangue e radiológicos. Os resultados devem ser conhecidos em poucos dias.

Eles receberam vacinas contra tétano e raiva, mesmo que o risco de presença de morcegos no local onde estavam seja baixo. Todos estão andando, falando e se alimentando. As refeições têm sido basicamente um caldo com arroz em sua composição, mas segundo o hospital, alguns deles pediram para comer pão e chocolate. Comidas picantes, tradicionais na Tailândia, ainda estão descartadas, porque o estômago deles ainda está fragilizado pela deficiência de alimentação que tiveram nos últimos dias.

Todos apresentam boa saúde mental
Uma das grandes preocupações após a retirada do grupo da caverna era como eles iriam reagir psicologicamente. Especialistas alertaram para algumas consequências a longo prazo do trauma vivido pelos meninos e o treinador, e que precisariam de acompanhamento especializado. No entanto, a equipe médica que cuida dos Javalis Selvagens garantiu que todos apresentam boa saúde mental

O uso de óculos de sol é necessário para que eles possam se acostumar progressivamente à luz do dia. Problemas oculares são os mais recorrentes aos que passam por um longo período sob a terra, bem como problemas pulmonares. Parte dos Javalis Selvagens já passou por exames com um oftalmologista, que descartou complicações oculares.

A previsão é de que eles fiquem ao menos uma semana em constante observação, para avaliar possíveis infecções. Novos exames devem ser realizados depois disso e, se estiverem bem de saúde, vão finalmente ter autorização para se aproximar dos pais. Os familiares que puderem vê-los terão que usar roupas de proteção e ficarão a uma distância de dois metros, aproximadamente, das camas deles. Segundo o médico Tosthep Bunthong, em coletiva de imprensa, os pais do primeiro grupo retirado puderam vê-los pelo vidro e conversar a distância.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia convidado os meninos para assistir a final da Copa, em uma carta divulgada no dia 6 de julho. No entanto, segundo um funcionário do ministério da Saúde da Tailândia, os meninos não poderão viajar, já que devem permanecer no hospital em quarentena. “É provável que assistam pela televisão”, completou durante a entrevista no hospital de Chiang Rai.

Corrida contra o tempo e a chuva
Os meninos e o treinador passaram 18 dias em uma profunda caverna ao Norte da Tailândia. A Marinha Tailandesa comunicou pelo Facebook o fim do resgate, acrescentando que todos os “javalis estavam salvos”. O último a ser resgatado foi o técnico Ekkapol Chantawong, de 25 anos. Momentos depois, as equipes de mergulhadores dos SEALs – incluindo um médico – que estavam com o grupo na caverna também retornaram.

Foi uma corrida contra o tempo por conta dos níveis baixos de oxigênio no interior da caverna e, principalmente, por conta das chuvas torrenciais que atingem o país. O trabalho de resgate foi conduzido com maestria por uma equipe de mergulhadores especializados e auxiliados por membros de elite da marinha tailandesa.

A grande preocupação era com o percurso entre túneis inundados e estreitos, em um caminho longo e cheio de obstáculos mesmo para mergulhadores experientes. As dificuldades só aumentavam porque, além de serem inexperientes em mergulho, alguns meninos não sabiam nadar. Mas todos precisaram passar por um rápido treinamento de mergulho com os socorristas, que mostraram a eles como usar a máscara e respirar debaixo da água através de um tanque de oxigênio.

Os socorristas temiam que eles pudessem ter um ataque de pânico durante a travessia, mesmo que escoltados por um mergulhador. Segundo jornais internacionais, os jovens tomaram ansiolíticos antes de entrar na água, para ficarem calmos no percurso para sair da caverna. Na sexta-feira passada, o ex-sargento da reserva Saman Kunan, de 38 anos, morreu após perder a consciência por falta de ar em uma área profunda da caverna, o que havia ampliado as preocupações das autoridades sobre os perigos da rota de fuga.

Fonte: Correio Braziliense

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