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Padilha diz que pré-candidatos não têm ‘muita vontade’ de discutir a reforma da Previdência

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O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, lembrou que uma eventual votação da reforma da Previdência exigiria suspender a intervenção federal na área de segurança do estado do Rio de Janeiro (Foto: Beto Barata)

Discussão da reforma foi abandonada pelo governo depois do decreto que determinou a intervenção federal na segurança pública no RJ. A reforma não pode ser votada durante a intervenção.

 

 

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira (14) que tem ouvido pré-candidatos nas eleições de outubro sobre a possibilidade de votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional até o final deste ano. Segundo o ministro, o governo não tem percebido “muita vontade” entre os pré-candidatos para discutir o tema.

“Nós estamos por enquanto ouvindo os candidatos e não temos visto muita vontade de discussão com o tema previdenciário. Mas, por vezes, a posição do candidato não é a posição do eleito”, disse. “Vamos ver aquele que vai se eleger, para ver se não terá interesse que a gente resolva isto este ano”, disse.

Padilha deu a declaração após participar de um evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado Conselhão. Na conversa com jornalistas, Padilha foi perguntado se o presidente Michel Temer pode, como tem afirmado em entrevistas, procurar candidatos vitoriosos nas eleições para tentar viabilizar a aprovação da reforma. O ministro afirmou que pensa “que é possível”, mas não sabe se “é provável” tal movimento.

O ministrou lembrou que uma eventual votação da reforma da Previdência exigiria suspender a intervenção federal na área de segurança do estado do Rio de Janeiro, já que não é possível modificar a Constituição durante a vigência da intervenção.

A reforma foi apresentada por meio de proposta de emenda à Constituição (PEC) e a intervenção, decretada por Temer em fevereiro, tem previsão de durar até 31 de dezembro deste ano.

A possibilidade de interromper a intervenção para tentar votar a reforma tem sido abordada por Temer. O presidente repete em discursos e entrevistas que o tema “não saiu da pauta” e que poderia determinar o fim da intervenção entre setembro e outubro para votar as mudanças previdenciárias na Câmara e no Senado.

Ao conversar com jornalistas nesta segunda, o chefe da Casa Civil também fez um uma avaliação rápida dos dois anos do governo do presidente Michel Temer, completados no último sábado (12).

O ministro destacou o controle da inflação e dos juros e reformas, como a trabalhista e a do ensino médio. Padilha ainda lamentou o fato de o governo não ter aprovado a reforma da Previdência. Ele destacou que a chance de votar a proposta “não está extinta”.

“Devo lastimar aqui, não poderia passar em branco, que não conseguimos levar a cabo a reforma da Previdência, por enquanto pelo menos, porque nós ainda temos até 31 de dezembro e essa possibilidade não está extinta, em que pese nós tenhamos tido dificuldade, e essa é a reforma das reformas agora no que diz respeito ao ajuste fiscal”, afirmou.

Fonte: G1

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