Foto: Bruno Albernaz

Manifestação contou com presença de alunos, pais e professores em frente à Câmara Municipal. Eles pedem melhorias na educação inclusiva e na estrutura das escolas do município.

 

Estudantes, professores e pais de alunos da rede municipal de ensino de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, fizeram na manhã desta quarta-feira (4) uma manifestação contra o desmonte da educação inclusiva de Niterói. Cerca de 70 pessoas se concentraram em frente à Câmara Municipal da cidade e seguiram em caminhada até a sede da prefeitura.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, fizeram duras críticas à falta de professores de apoio e pediram melhorias na infraestrutura da escola. Carregando faixas e cartazes, eles clamavam por mais respeito.

“A gente só quer inclusão, só isso. Não quero ver o meu filho separado numa sala longe do restante da turma. Meu filho não está indo pra escola porque não tem professor de apoio. E não queremos isso”, diz Elisângela Fernandes Santos, 43 anos.

Segundo outra mãe, que participava do protesto, o ato desta quarta-feira foi para pedir, além da contratação de novos professores de apoio e melhor estrutura do colégio, um respeito maior com aqueles que possuem necessidades especiais.

“Não é só o professor de apoio que queremos não. Queremos também o mínimo de estrutura para eles, que precisam de necessidades especiais e mais respeitos com esses seres humanos. “A estrutura fornecida nas escolas, hoje em dia, não atende o básico para um deficiente físico”, contou a mãe de um jovem que possui paralisia nas pernas.

Número de professores de apoio reduzido a metade

Os manifestantes pediam a contratação imediata de mais professores de apoio concursados para trabalhar com os alunos deficientes.

“A gente precisa que o governo garanta a convocação de concursados de professores de apoio, que são importantes para o processo de inclusão e que hoje está em falta, e contra a superlotação das turmas. Por causa da falta de professores, o governo está juntando os alunos com deficiência todos na mesma turma para ser atendido por um único professor, e não inclui de verdade e superlota a turma, prejudicando todo mundo”, explicou Diogo de Oliveira, professor da rede municipal de Niterói e representante do sindicato dos profissionais da educação do município.

Ainda de acordo com o professor, o número de professores de apoio reduziu quase 50% em dois anos.

“Em 2016, eram mais de 600 professores de apoio contratados na rede. Hoje, em 2018, tem menos de 350. Somente 50 concursados, ou seja, são 300 contratados, que o contrato vai terminar. A gente precisa da chamada desses professores de apoio concursados e construção de escolas para não ter superlotação.”

A Guarda Municipal de Niterói e a Polícia Militar acompanharam toda a manifestação.

A prefeitura de Niterói afirmou que a cidade conta com uma das maiores redes de educação inclusiva do estado do Rio. De acordo com o governo municipal, são cerca de 1,2 mil alunos e 500 professores especializados para atender crianças com necessidades especiais. Além disso, a prefeitura informou que nos últimos cinco anos foram construídas 20 novas escolas e outras 50 reformadas.

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Bcn