Foto: Sílvio Túlio

Segundo delegado, crimes eram comandados por detentos do sistema prisional. Material apreendido havia sido furtado de agências vinculadas aos Cinetrans.

 

ois homens foram presos suspeitos de manter uma “fábrica” especializada em clonar placas para serem usadas em carros roubados, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, Carlos Eduardo Mendanha, de 37 anos, e Pedro Henrique Luiz de Deus, de 26, integram um grupo especializado no crime, comandado por detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

O delegado responsável pelo caso, Kleiton Manoel Dias, disse que uma grande quantidade de material foi encontrado no apartamento de Carlos Eduardo, na terça-feira (3), quando a dupla foi detida. Várias matrizes, além de prensas e tarjetas para a confecção das placas, foram encontradas no local.

Elas tinham sido furtados de agências que prestam serviço para as Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de cidades do interior do estado, como Uruana e Rialma.

“Aprendemos placas para veículos, para motos, enfim, qualquer veículo que precisar de uma placa fria ou clonada, esse equipamento aprendido com os suspeitos estava apto a fornecer”, afirmou o delegado.

Os dois presos são considerados executores do processo e agiam, conforme a polícia, recebendo ordens do sistema prisional. “Isso é feito a mando de alguém que está preso e comanda o tráfico de drogas, o roubo a banco e um gama complexa de crimes”, explica.

O G1 entrou em contato com a DGAP, por mensagem, na manhã desta sexta-feira (6) e aguarda retorno.

Carros
Três veículos baixados como sucata, que não poderiam estar rodando, foram apreendidos com os suspeitos. Segundo a investigação, era uma forma de o grupo movimentar o dinheiro ganho no esquema.

“Eles arrumavam esses carros, colocavam placas clonadas e revendiam para outros grupos cometer crimes”, detalha.

O delegado afirma que a desarticulação do grupo vai impactar fortemente em outras práticas criminosa alimentadas pelas clonagem de placas, como por exemplo, roubos a bancos, tráfico ou contrabando.

“Foi um duro golpe a todas as quadrilha de Goiás. Não conheço quadrilha que pratique crime a pé. Todas fazem uso de veículos automotores com placas clonadas para não serem identificados, para dificultar a ação policial”, destaca.

Fonte: G1

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