São seis prisões temporárias e duas preventivas. A Polícia Federal também cumpre 29 mandados de busca e apreensão no estado. A operação apura superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA).

 

A 56ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira (23), cumpriu oito mandados de prisão no estado de São Paulo, seis temporárias e duas preventivas. Além disso, a Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão no estado. A operação apura superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA).

Mandados cumpridos até agora em São Paulo:

Prisão:

Capital: 6 prisões temporárias

Campinas: 1 prisão preventiva

Santo André: 1 prisão preventiva

Busca e apreensão:

Guarulhos: 1 busca e apreensão

Indaiatuba: 3 busca e apreensão

Bragança Paulista: 1 busca e apreensão

Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba. O G1 apurou que Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, é uma das pessoas presas em São Paulo. A prisão dela é temporária.

 

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A nova etapa foi autorizada pela juíza substituta Gabriela Hardt e por Sérgio Moro. A autorização dos juízes ocorre depois de o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça permissão para que os mandados sejam executados. Com a ida de Moro para o Ministério da Justiça, Gabriela Hardt ficará à frente da Operação Lava Jato até 30 de abril de 2019.

No país

No total, os policiais federais estão nas ruas para cumprir os 68 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e oito de prisão preventiva – que é por tempo indeterminado. As ordens judiciais são cumpridas nos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Os nomes dos demais alvos ainda não foram divulgados.

Conforme a PF, também houve superfaturamento nos contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia.

10% do valor da obra

O nome da sede da Petrobras, em Salvador, é Torre Pituba. O prédio foi construído pela OAS e pela Odebrecht – ambas já investigadas anteriormente pela Lava Jato.

As duas empreiteiras distribuíram vantagens indevidas de, pelo menos, R$ 68.295.866 que representam quase 10% do valor da obra, segundo o MPF.

Os valores eram direcionados, segundo o PF, para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobras, do PT e dirigentes da Petros.

O esquema de contratações fraudulentas e pagamentos de vantagens indevidas aconteceu entre 2009 a 2016, de acordo com o MPF. O G1 tenta contato com os citados.

Corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa estão entre os crimes investigados nesta fase.

Fonte: G1

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