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Aos gritos de ‘O mito chegou’, público chega cedo à Esplanada para posse

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Por volta das 10h30, centenas de pessoas estavam na Praça dos Três Poderes. Bolsonaro deve falar ao público às 16h30

 

O primeiro dia de 2019 despertou movimentado de turistas nos Setores Hoteleiros Sul e Norte. A expectativa maior dos visitantes é para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Para conseguir um bom lugar na Esplanada dos Ministérios e ver o novo chefe do Executivo de perto, famílias começaram a caminhar rumo ao Palácio do Planalto ainda cedo, por volta das 9h30 — o horário previsto para que Bolsonaro se dirija ao público é 16h30.

Nem o céu nublado e a chuva fina atrapalhou o ânimo de casais, grupo de amigos e vendedores, que esperam faturar com o comércio de bandeiras do Brasil e camisas com a estampa do rosto de Bolsonaro. Entre a Torre de TV e a Rodoviária do Plano Piloto, famílias inteiras desciam a pé em direção a Esplanada dos Ministérios. Vestidos com as cores verde e amarela e portando bandeiras do Brasil, pedestres se aglomeravam em frente a um boneco inflável com a estrutura de Bolsonaro. Os gritos eram de “O mito chegou”.

Morador de Petrópolis (RJ), o casal Fábio e Alessandra Brito, 44 e 41 anos, chegou a Brasília na segunda-feira (31/12) e vai embora na noite de 1º de janeiro de 2018. “Estamos levantando a bandeira desde que ele se lançou a candidato. Temos esperança na mudança, e as propostas dele valem a pena”, ressaltou Fábio, que é militar. Autônoma, Alessandra reforçou a necessidade do combate à corrupção. “Também precisa se investir em educação em todos os níveis”, destacou.

Ambulantes satisfeitos, taxistas nem tanto
Mesmo com a proibição de vender seus produtos na Esplanada, ambulantes se mostravam otimistas. Thiago Costa Borges, 27 anos, instalou-se com um ponto de venda em frente à Torre de TV com os amigos Saulo Pereira, 36, e Paulo Roberto Araújo, 48. Eles começaram a trabalhar às 11h de 31 de dezembro e pararam às 4h30 de 1º de janeiro. Retomaram o batente às 7h desta terça-feira.

Thiago conta que, em um dia, faturou entre R$ 4 a R$ 5 mil. “Tenho esperança de conseguir arrecadar o que preciso para minha casa”, frisou. Saulo tem o sonho de começar a cursar a faculdade de biologia com o dinheiro, e Paulo Roberto deve viajar pelo Nordeste.

Apesar da movimentação na área central, taxistas de um ponto no Setor Hoteleiro Norte estavam desanimados com o fechamento de vias e a baixa demanda de passageiros. Em razão do trânsito bloqueado e da proximidade do evento, a maioria das pessoas que seguiam rumo a Esplanada dos Ministérios estava a pé.

Já o taxista Celso Maurício da Silva, 59 anos, lamentava o pouco movimento. Começou a trabalhar às 7h, mas até as 10h, havia feito uma só viagem. “Nós viemos com muita expectativa, mas, pelo visto, o movimento está baixo. Mesmo que estivesse com demanda, como chegaríamos até lá? Está como na época da Copa do Mundo, quando fecharam tudo e o pessoal foi a pé”, lamentou.

O colega Juarez Gomes Ferreira, 54 anos, 19 como taxista, também se queixou do esquema de segurança. “Fui deixar uma enfermeira que estava credenciada na área da Esplanada, mas, mesmo com ela identificada, não consegui passar. A passageira teve de acionar o pessoal que estava no Palácio do Planalto e uma ambulância a pegou no Setor Bancário Sul. Falta uma melhor organização”, ponderou. Fonte: Correio Braziliense

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