Foto: GloboNews/reprodução

Segundo ministro, ‘há indícios fortes de participação de milícias’ no assassinato da vereadora no Rio de Janeiro em março.

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quarta-feira (25) em São Paulo que a “cadeia que envolve os mandantes” do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), em 14 de março, “é ampla e complexa”. “Pelo menos estas são algumas das pistas que estão sendo seguidas”, disse ele.

Na terça-feira (24), um policial militar reformado e um ex-bombeiro foram presos por um outro crime, após a Justiça decretar a prisão temporária deles por 30 dias. A Polícia Civil investiga a suspeita deles estarem envolvidos na execução da vereadora.

“Eu diria que a investigação é complexa, que tem executores que fizeram aquela tragédia que foi feita, mas que também tem evidentemente mandantes. E é preciso que eles, evidentemente, sejam também responsabilizados e presos e paguem por este crime abominável”, defendeu o ministro ao participar de um debate sobre segurança pública no Brasil, realizado em São Paulo.

Segundo ele, “há indícios fortes de participação de milícias” no crime.

“Milícia está muito associada à facção, à trafico, está associado, enfim, a agentes do próprio Estado. O caso de Marielle reflete exatamente a crise de segurança que você tem no Rio de Janeiro. Não é por acaso que, de 7 membros do Tribunal de Contas do Estado, 6 estão na cadeia. Os três últimos governadores do Rio estão presos e, até recentemente, os três últimos presidentes da Assembleia. O que demonstra que o crime envolvendo a morte de Mariele não pode ser dissociado da situação que vive o Rio de Janeiro”, afirmou Jungmann.

Assassinato de vereadora carioca Marielle Franco provocou debate sobre direitos humanos nas redes sociais (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Assassinato de vereadora carioca Marielle Franco provocou debate sobre direitos humanos nas redes sociais (Foto: Renan Olaz)

Visitas em presídios federais

O ministro defendeu que as visitas dos advogados aos presos em detenções federais sejam gravadas e que seja proibido outro tipo de contato pessoal entre os líderes de facções presos e outras pessoas “que não seja no parlatório”.

Questionado sobre se defendia o fim das visitas íntimas em presídios federais, ele falou que seria necessário o fim de “qualquer tipo de contato entre presos que não seja registrado e não fica a disposição da justiça”.

“Tem que acabar com qualquer tipo de visita que não seja parlatório. Todas as visitas, seja advogado, familiar, visita de amigos. Tudo isso tem que ser registrado e, sendo o caso, mediante autorização judicial”, acrescentou.

Segundo Jungmann, líderes de facções criminosas, como Fernandinho Beira-Mar, que está em um presídio federal, “possuem 37 advogados”.

“Você acha que alguém precisa de 37 advogados. Ou são pombos-correios? Não estou aqui criminalizando advogado, nem defensor. Mas os presos continuam, lá dentro (dos presídios federais) comandando o crime. Estamos enxugando o gelo”, afirmou.

Fonte: G1

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Redação BCN
Carregar mais por Bcn

Veja Também

Transporte público funciona parcialmente em dia de paralisação

Manifestantes voltam às ruas do país Diversas cidades brasileiras registram hoje (14) mani…