Em 1955, João Gilberto ainda burilava a batida diferente do violão que iria encantar o mundo a partir de 1958 com o rótulo de Bossa Nova. Mas ventos de modernidade já sopravam na música do Brasil e dos Estados Unidos.

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Naquele ano de 1955, um sopro dessa modernidade foi o álbum que revelou a cantora norte-americana Julie London (1926 – 2000). Impulsionado pelo sucesso da gravação de Cry me a river (Arthur Hamilton, 1953), o álbum Julie is her name (Liberty Records) bafejou o pop jazz com o canto macio de Julie London e o toque progressista da guitarra do músico norte-americano Barney Kassel (1923 – 2004).

Importado para o Brasil, o álbum Julie is her name encantou a geração pré-Bossa Nova e se tornou um discos norte-americanos mais influentes do Brasil emergente da década de 1950.

Capa do álbum 'Bossa is her name', de Cris Delanno & Nelson Faria — Foto: Nelsinho Faria

Capa do álbum ‘Bossa is her name’, de Cris Delanno & Nelson Faria (Foto: Nelsinho Faria)

Decorridos 63 anos, o álbum Julie is her name é traduzido para o idioma brasileiro da Bossa Nova por Cris Delanno e o guitarrista Nelson Faria. Produzido e mixado por Alex Moreira, Bossa is her name (Batuke Music) junta Delanno e Nelson Faria com o baixista Guto Wirtti, que assume no disco brasileiro o posto que foi do baixista Ray Leatherwood (1914 – 1996) no álbum de Julie London.

Cantora nascida em solo norte-americano com o nome de Cristiane Silva de Britto, mas de ascendência e criação brasileiras, Delanno construiu discografia associada à Bossa Nova e a Roberto Menescal.

Aliás, foi Menescal quem apresentou o álbum Julie is her name a Delanno quando a cantora tinha 18 anos. Nasceu ali a semente de regravar o emblemático disco com a bossa brasileira, o que Delanno concretiza 63 anos após a vinda ao mundo do álbum que projetou Julie London com um sopro de modernidade.

Fonte: G1

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