Rubens Ewald Filho é o maior especialista brasileiro da história do Oscar

Um acidente em escada rolante deixou o escritor gravemente ferido, após desmaio em decorrência de problemas cardíacos. Rubens Ewald é a maior autoridade brasileira no histórico da transmissão do Oscar

O crítico de cinema e jornalista Rubens Ewald Filho, aos 74 anos, está internado há quatro dias na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano (Higienópolis, em São Paulo). Uma queda numa escada rolante de um shopping, em decorrência de um desmaio, levou ao tratamento de fraturas e de problemas cardíacos, esforços prioritários da equipe médica. Maior referência no âmbito do cinema internacional no país, com opiniões, por vezes, incômodas, Rubens tem mais de 30 anos dedicados à profissão, e responde pela popularização da difusão
da crítica no país.

Curador da futura 47º edição do Festival de Cinema de Gramado, ao lado de Marcos Santuário (a argentina Eva Piwowarski, que formava a tríade de curadores, morreu em janeiro passado), Rubens responde por mais de 30 publicações ligadas a cinema. Em página de rede social, recentemente, lamentou a morte de duas estrelas da era de ouro do cinema: a sueca Bibi Andersson e Doris Day.

Coordenador geral da coleção Aplauso, com mais de 200 publicações alinhadas, num verdadeiro garimpo da cinematografia nacional, o crítico teve incontáveis participações em transmissões da Rede Globo, do SBT, da HBO, do Telecine e da TNT. A maioria das vezes, comentou das escolhas e dos bastidores da festa do Oscar. Em 2003, dada à especialização, publicou O Oscar e eu.

Secretário de Cultura de Paulínia, cidade em que esteve associado pela projeção de um vistoso festival de cinema, o santista foi programador da HBO Brasil e do Cinemax. Em Brasília, Rubens tomou parte do júri do FicBrasília (sediado na antiga Academia de Tênis). O santista Rubens Ewald Filho causou polêmica recente, numa das transmissões do Oscar, quando da preimiação do longa Uma mulher fantástica (de Sebastián Lelio), ao identificar a protagonista, descuidadamente (como se retratou publicamente) uma transexual mulher, como “um rapaz”.

Artíficie de dramaturgia, ele assinou o roteiro de duas versões da novela Éramos seis (adaptação do romance de Maria José Dupré). Ator, em Amor, estranho amor (1982) e em Independência ou morte (1972), exerceu autoria em obras da tevê como Gina, Um homem muito especial e Drácula, uma história de amor. Fonte: Correio Braziliense

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