Categoria reivindica reajuste salarial. Houve confusão e vandalismo entre manifestantes.

 

 

Cerca de 100 mil pessoas foram afetadas pela greve de ônibus em Manaus, nesta segunda-feira (4), segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A greve dos rodoviários entrou no sétimo dia e cenas de vandalismo foram registradas. A categoria reivindica reajuste salarial de 6,5%.

Além dos terminais 3 e 4, os sindicalistas pararam os terminais nos bairros Petrópolis, Vila Marinho, Bairro da Paz e Conjunto Augusto Montenegro.

O Sinetram informou que acionou a Justiça, sobre o descumprimento da liminar que determinava que 75% da frota estivesse nas ruas da capital nesta segunda-feira, e aguarda que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Linhas ficaram retidas no Terminal de Integração 4, na Zona Leste de Manaus (Foto: Indiara Bessa/G1 AM)

Linhas ficaram retidas no Terminal de Integração 4, na Zona Leste de Manaus (Foto: Indiara Bessa)

Depredações

Cenas de vandalismo foram registradas na Zona Leste de Manaus. Manifestantes revoltados com a greve de rodoviários apedrejavam coletivos na Rotatória do Produtor, por volta de 8h30 (horário local).

A ação foi flagrada por uma equipe de reportagem da Rede Amazônica. Um vídeo mostra um homem apedrejando um ônibus. Durante a ação, outro homem entra no coletivo e foge correndo com algo nas mãos, supostamente dinheiro de dentro do ônibus. Durante a fuga, ele tira a camisa e se infiltra entre as pessoas.

Vândalos jogam pedras em ônibus em Manaus

Vândalos jogam pedras em ônibus em Manaus

Cronologia da greve dos rodoviários

  • Terça-feira (29): Início da paralisação. Apenas 30% dos veículos foram liberados das garagens às 04h e 50% passou a circulou a partir de 8h30.
  • Quarta-feira (30): Sindicato dos Rodoviários afirmou que 70% da frota circulou.
  • Quinta-feira (31): Rodoviários pararam 100% da frota no 3º dia de greve em Manaus
  • Sexta-feira (1º): nenhum coletivo saiu das garagens e a população precisou recorrer ao transporte alternativo, mototáxis, táxis e motoristas de aplicativos.
  • Sábado (2): Ônibus que operam linhas do transporte público de Manaus começaram a ser liberados das garagens por volta das 9h da manhã. Ao todo, 60% circulou.
  • Domingo (3): 50% da frota circulou. Justiça do Amazonas determinou multa de R$ 1 mil para motoristas em greve.
  • Segunda-feira (4): Houve vandalismo de passageiros revoltados com a greve. Ao todo, 61 coletivos do transporte público de Manaus foram depredados.

Aulas suspensas

Em razão dos protestos violentos, atividades letivas nas escolas estaduais de Manaus no período vespertino e noturno foram suspensas

.

Os Cetis, por serem escolas de tempo integral, os alunos serão liberados após o almoço ou conforme os responsáveis forem buscando os alunos.

Na rede municipal, as aulas nas Escolas Municipais Maria do Socorro Azevedo de Oliveira, Professora Ignes de Vasconcelos Dias, Maria Ferreira da Silva, Hiran Caminha e o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), Ângela Honorato, todas localizadas no bairro Jorge Teixeira, serão suspensas, na tarde desta segunda em virtude de estarem próximas das manifestações que acontecem por conta da greve dos rodoviários.

A paralisação dos rodoviários já é a 10ª realizada apenas neste ano.

O que querem os rodoviários?

Na sexta-feira (1º), um reunião foi realizada entre representantes das empresas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) e membros do Ministério Público do Trabalho (MPT).

No encontro, as partes firmaram os seguintes acordos:

  • Aumento salarial de 6,5% ;
  • Contratação de 10% – cerca de 8 mil funcionários – de horistas, intermitentes e funcionários em tempo parcial;
  • Em casos de acidente, os trabalhadores, em situação de culpa, teriam que pagar uma quantia de até R$ 1,5 mil – se o valor do dano for superior -, parcelado em até 6 vezes;
  • Fracionamento do intervalo intrajornada de 1h, não descontado da jornada, pode ser feito com tempo mínimo de 10 minutos.
  • Outros pontos propostos pelos rodoviários não foram aceitos pelo Sinetram, são eles:
  • Fracionamento de férias;
  • Compensação de horas extras e feriados somente por acordo coletivo; Abono das faltas dos grevistas;
  • Desistência do Sinetram do processo de dissídio coletivo.

O Sindicato dos Rodoviários fez assembleias com a categoria para decidir sobre as propostas feitas pelo Sindicato das Empresas. Entretanto, algumas proposições teriam sido recusadas.

Fonte: G1

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