Foto: FILES/AFP/Arquivos

O grupo IAG anunciou, nesta quinta-feira, a encomenda de 18 Boeing 777-9 com preço de catálogo de 8 bilhões de dólares para a companhia British Airways, informando também um espetacular aumento de seu lucro líquido em 2018.

A IAG, que também é proprietária da Iberia, da Aer Lingus, da Vueling e da Level, informou que a compra de 18 Boeing 777-9 vai lhe permitir substituir 14 Boeing 747 e 4 Boeing 777-200 (uma versão anterior do 777) que devem deixar a frota da British entre 2022 e 2025.

Essas novas aeronaves serão modelos de última geração, 777x, que a fabricante americana lançou para renovar seus 777, com primeira entrega para 2020. Cada avião está equipado com dois motores e seu interior é desenhado para transportar 325 passageiros em quatro classes diferentes.

“O novo B777-9 é o avião de longo alcance mais econômico em combustível do mundo e oferecerá diversas vantagens à frota da British Airways. É ideal para substituir o Boeing 747, seu tamanho e sua autonomia se adequam perfeitamente à rede da companhia”, comemorou o CEO da IAG, Willie Walsh, em um comunicado.

A encomenda foi anunciada duas semanas depois de a fabricante europeia Airbus decidir interromper a produção de seu gigantes dos ares A380 até 2021 or falta de clientes.

A British Airways conta com 12 A380 em sua frota e, no começo de fevereiro, Walsh não descartou uma possível nova encomenda desta aeronave – a maior de transporte civil do mundo.

“Temos diálogos neste momento com a Boeing e a Airbus, a Rolls-Royce e a GE (General Electric) para ter mais aparatos grandes para substituir o último segmento do 747 que devemos abandonar em 2022-2024”, tinha afirmado Walsh. O empresário tinha alertado, contudo, que a Airbus deveria ser mais “agressiva” nos preços se quisesse vender o A380.

Em 14 de fevereiro, a Airbus anunciou o fim da produção desta aeronave, depois que a empresa Emirates, principal cliente deste modelo, decidiu reduzir seus pedidos.

A British Airways optou pela nova versão do 777. Na quinta-feira, Waslh salientou que isso permitiria à empresa reduzir “30% do consumo de combustível por assento em comparação com o Boeing 747”. O 777-9 tem autonomia de cerca de 14.000 km.

“Esta aeronave é inigualável em termos de eficiência e desempenho”, disse Kevin McAllister, presidente da divisão aeronáutica da Boeing, em comunicado separado.

A empresa matriz da Iberia e da British anunciou ainda que obteve em 2018 um lucro de 2,9 bilhões de euros (3,3 bilhões de dólares), sustentado pelo crescimento geral do transporte aéreo.

O grupo transportou um número recorde de 113 milhões de passageiros graças às novas rotas transcontinentais da British Airways, da Iberia e da Aer Lingus.

Walsh elogiou “um desempenho muito bom apesar de três grandes desafios: um aumento de 30% nos preços dos combustíveis, as dificuldades ligadas ao controle de tráfego aéreo e um impacto negativo de 129 milhões de euros (147 milhões de dólares)”. Fonte: AFP

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