Lenda viva da pauliceia desvairada, Tatá Aeroplano sempre pautou a vida e a obra pela vivência na cidade de São Paulo (SP). Lançado nesta primeira semana de setembro de 2018, o quarto álbum solo desse cantor, compositor, DJ e agitador cultural, Alma de gato (selo Disco Voador / Tratore), é o resultado das experiências noturnas e caminhadas diurnas do artista pela Vila Romana, bairro paulistano onde Aeroplano pousou no fim de 2016.

No disco, Tatá Aeroplano apresenta oito músicas, caracterizadas por ele como “devaneios bucólicos”“mergulhos psicodélicos” e “viagens diferentes”. Os devaneios viraram realidade concreta, entre fevereiro e maio deste ano de 2018, quando Aeroplano se reuniu com os produtores Dustan Gallas, Junior Boca e Bruno Buarque – nomes recorrentes na discografia solo desse artista projetado nos grupos Cérebro Eletrônico (com o qual já gravou quatro álbuns) e Jumbo Elektro – para dar forma às oito músicas que compõem o repertório quase inteiramente autoral do álbum Alma de gato.

Capa do álbum 'Alma de gato', de Tatá Aeroplano (Foto: Luiz Romero)

Capa do álbum ‘Alma de gato’, de Tatá Aeroplano (Foto: Luiz Romero)

 

“Olhos nos olhos e miro no fundo da alma dos loucos“, aponta Aeroplano em verso de Cores no quarto (Tatá Aeroplano), música que contabiliza sete minutos e meio na abertura do disco. O discurso e o som de Alma de gato soa coerentes com a lira paulistana desfiada pelo artista nos anteriores álbuns individuais Tatá Aeroplano (2012), Na loucura & na lucidez (2014) e Step psicodélico (2006).

O título do atual álbum, Alma de gato, tem duplo sentido poético, se referindo tanto ao pássaro alma-de-gato – comum no céu das ruas e parques da região paulistana onde o artista mora atualmente, como Aeroplano reporta na letra da música que inspirou o nome do disco, Mil almas de gato (Tatá Aeroplano) – como ao espírito inquieto e independente dos gatos, o animal felino. “Mil almas-de gato sobrevoam os parques / E quase ninguém vê / No entanto existem mil almas / Mil gatos / Mil parques /Dentro de você”, contemporiza Aeroplano em um dos voos poéticos do álbum.

Tatá Aeroplano (Foto: Divulgação / Luiz Romero)

Tatá Aeroplano (Foto: Divulgação/Luiz Romero)

 

Na criação do repertório de Alma de gato, o compositor faz parcerias com Beto Antunes em O alienista da Vila Romana (faixa conceituada como “filme falado”), com Malu Maria em Os Novos Baianos sapateiam na garoa dos Sex Pistols e com Luiz Romero (autor das fotos promocionais do disco) em Deixa voar e em Hoje eu não sou.

Colorir de Carnavais é música feita por Aeroplano a partir de poema de Daniel Perroni Rato. Já Vida inteira é a única faixa de lavra alheia, sendo assinada por João Sobral, companheiro de Tatá Aeroplano na viagem de rota tão diurna quanto noturna que gerou o álbum Alma de gato.

Fonte: G1

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