Por Carolina Gonçalves 

O corpo do ex-governador do Distrito Federal (DF) Joaquim Roriz foi enterrado hoje (28), pouco depois das 11h30, no cemitério Campo da Esperança, com honras militares. O corpo foi levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros, que percorreu toda a Esplanada dos Ministérios, depois da missa celebrada pelo arcebispo emérito de Brasília, dom José Freire Falcão, e de um ato ecumênico no Memorial JK, na região central de Brasília.

 

O corpo do ex-governador Joaquim Roriz é levado para o Campo da Esperança, após culto ecumênico no Memorial JK

O corpo do ex-governador Joaquim Roriz é levado para o Campo da Esperança, após culto ecumênico no Memorial JK  (Fabio Rodrigues Pozzebom)

Roriz morreu nessa quinta-feira (27), aos 82 anos, após sofrer um infarto do miocárdio. O velório, também no Memorial JK, começou às 15h do mesmo dia. Ao longo de quase 20 horas, mais de duas mil pessoas, entre autoridades locais e populares passaram pelo local para se despedir do ex-governador, segundo estimativas da Polícia Militar. O governo do DF decretou luto oficial de três dias.

Roriz, que começou a carreira política em 1962 como vereador de sua cidade natal, Luziânia, município goiano no entorno do DF, assumiu o governo do Distrito Federal em 1991, comandando o Executivo por quatro mandatos (14 anos). A administração do ex-governador foi pautada por ações voltadas para as populações mais pobres, especialmente em relação à moradia, e a obras viárias.

 

O corpo do ex-governador Joaquim Roriz é levado para o Campo da Esperança, após culto ecumênico no Memorial JK

Cerimônia de sepultamento do ex-governador Joaquim Roriz (Fabio Rodrigues Pozzebom)

Apesar de manter alta popularidade, seus governos foram permeados de denúncias de desvios de verbas e superfaturamentos. Em um dos episódios, que ficou conhecido como Bezerra de Ouro, Joaquim Roriz foi condenado pela Justiça do DF, em segunda instância, em 2015. O político havia descontado dois cheques, no valor de R$ 2,2 milhões, que pertenciam ao fundador da GOL, Nenê Constantino. Segundo a defesa, o dinheiro foi emprestado para a compra do embrião de uma bezerra de raça, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

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