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Moradores reclamam que não foram ouvidos sobre projeto da Prefeitura de BH que promete acabar com enchentes na Vilarinho

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No ano passado, três pessoas morreram durante uma inundação no local. O projeto foi apresentado em janeiro deste ano.

Moradores da Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, reclamaram nesta quinta-feira (14) que ficaram de fora da elaboração do projeto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) que tem o objetivo de acabar com as enchentes na Avenida Vilarinho, uma das mais importantes da cidade.

No ano passado, três pessoas morreram durante uma inundação na região. Mãe e filha foram encontradas abraçadas dentro do carro. Uma estudante foi sugada por um bueiro e encontrada morta quilômetros depois.

Carro em que estavam mãe e filha mortas durante temporal em BH ficou cheio de lama — Foto: Reprodução/GloboNews
Carro em que estavam mãe e filha mortas durante temporal em BH ficou cheio de lama (Foto: Reprodução/GloboNews)

Moradores e especialistas discutiram o projeto de intervenção proposto pela PBH durante uma audiência pública. O texto foi visto com desconfiança por parte da comunidade.

“Os problemas na Vilarinho são problemas crônicos de inundação que acontecem há 60 anos. Então, se necessita de estudos mais aprofundados e não obras feitas a toque de caixa, não obras feitas sem a consulta popular. Nós temos uma equipe grande de ambientalistas, de engenheiros, advogados, pessoas da comunidade que gostariam de participar desse momento democrático”, disse o advogado Marcos Ribeiro.

O projeto foi apresentado em janeiro deste ano. O comitê estratégico de emergência foi criado no final do ano passado. Na época, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) se responsabilizou e prometeu uma solução.

Para acabar com os alagamentos a prefeitura pretende construir um reservatório e dois túneis para escoar o excesso de água. A previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano, durem um ano e meio e custem R$ 300 milhões. Mas o projeto recebeu críticas da população e de estudiosos.

“Simplesmente transferir o problema, para a construção de túneis para jogar água de um lado para o outro não vai ser suficiente para resolver o problema de toda a área de drenagem”, disse o coordenador do projeto ambiental Manuelzão, Marcos Polignano.

O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Henrique Castilho, responsável por apresentar o projeto à população, afirmou que todo o estudo foi feito para evitar a transferência do problema de um local para outro e acredita na solução definitiva.

“Nós não íamos fazer uma coisa dessas de pegar uma água aqui e jogar lá. Então a gente estuda não só a Vilarinho, a gente estuda BH como um todo. A gente tem toda a cidade mapeada, são muitos córregos e rios que passam pela cidade. Belo Horizonte é uma cidade diferenciada e nossa preocupação é constante”, disse ele. Fonte: G1

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