A proposta do candidato da extrema-direita a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), para o Imposto de Renda deverá aprofundar as desigualdades sociais já agravadas no País desde o golpe parlamentar de 2016.

Segundo o economista Paulo Guedes, responsável pela política econômica de Bolsonaro, de perfil ultraliberal, a proposta é criar um imposto de renda único, com alíquota de 20% para todas as pessoas, sejam físicas ou jurídicas. Ou seja, o trabalhador que ganha 1.500 reais, o que ganha 8 mil reais ou o empresário que fatura 150 mil por mês pagarão o mesmo imposto de renda de 20%.

No Brasil, hoje, quem ganha até 1.900 reais está isento do IR. A partir daí o IR retido nos salários é cobrando por faixas que vão de 7,5% a 27,5%, cobrados de ganhos a partir de 4.664 reais. Ou seja: o IR ficaria mais caro para quem ganha menos e menor para os salários ou rendimentos maiores.

Depois da polêmica, Bolsonaro foi às redes sociais para garantir que, em uma eventual futura gestão sua, não haveria espaço para aumento de impostos. “Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico, pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos”, postou o candidato do PSL, num recado direto para Paulo Guedes tomar cuidado com suas propostas.

Fonte: Brasil 247

 

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