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O Corinthians foi valente. Mas o Cruzeiro calou o Itaquerão

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A merecida festa cruzeirense. Título que calou o Itaquerão/Cruzeiro

Mano Menezes montou seu time com competência. Os mineiros se aproveitaram do desespero corintiano. Vitória e hexa mais do que justo

 

São Paulo, Brasil

Wagner do Nascimento Magalhães foi o grande personagem da final da Copa do Brasil de 2018.

Mesmo com o auxílio do árbitro de vídeo, ele marcou pênalti inexistente para o Corinthians, que resultou no gol de Jadson.

Mas o mesmo Wagner conseguiu se salvar, anulando o que seria um gol maravilhoso de Pedrinho.

Só que Jadson havia dado um tapa no peito de Dedé na origem da jogada e o lance foi corretamente anulado.

Seria o gol de virada do Corinthians e a decisão poderia ir para as penalidades, ou o time paulista, que estava muito melhor, chegar aos 3 a 1 e matar a decisão.

Nada aconteceu graças à anulação do gol.

O Corinthians seguiu fazendo o que não está acostumado, com o fraquíssimo elenco que possui, depois do desmanche promovido por Andrés Sanchez. Resultado, abriu espaço para os contragolpes muito bem ensaiados por Mano Menezes.

E, com o time da Jair Ventura todo à frente, Raniel puxou o contra-ataque. E serviu Arrascaeta. O uruguaio que chegou hoje do Japão, onde estava com sua seleção, mostrou todo seu talento. Invadiu com velocidade a grande área corintiana. E na saída desesperada de Cássio, deu um toque leve, encobrindo o goleiro. Bola na rede corintiana, 2 a 1.

Cruzeiro primeiro bicampeão real da Copa do Brasil. Além de recordista da competição, com seis conquistas, a equipe se classificou para a Libertadores de 2019. E ainda embolsou R$ 50 milhões pela conquista. Somadas as outra fases, a premiação chega a R$ 64 milhões.

Com toda a justiça.

Foi a melhor equipe da Copa do Brasil.

Venceu todas as partidas da competição fora de casa.

Mostrando estratégia, talento e grande força psicológica.

Arrascaeta cruel. Estava no Japão. Entrou para decidir em Itaquera

Arrascaeta cruel. Estava no Japão. Entrou para decidir em Itaquera (Foto: Leonardo Benassatto)

Mérito de Mano Menezes. Ele conseguiu tirar o máximo de competitividade com sua técnica equipe. Confirmou ser um especialista neste emocionante torneio marcado pelos mata-matas. O treinador é tricampeão da Copa do Brasil. Duas vezes com o Cruzeiro e uma justo com o Corinthians, em 2009.

A torcida corintiana reconheceu o esforço do limitado time que Andrés proporcionou a Jair Ventura. E aplaudiu de pé, mesmo perdendo o título em casa. Agora, resta encarar a realidade. O Corinthians é apenas o 12º no Brasileiro. Só um milagre colocará o time na Libertadores de 2019. Ou seja, mais prejuízo ao clube.

Resta a compensação da arrecadação recorde no futebol brasileiro. R$ 5.108.151,00, pagos por 45.978 torcedores. A esmagadora maioria saiu do estádio arrasada.

Pois o desmanche de Andrés promoveu, vendendo Rodriguinho, Balbuena, Maycon, Sidcley, o Corinthians perder mais dinheiro, além da absurda dívida de R$ 2 bilhões com o Itaquerão.

“Finais não são feitas para se jogar, são feitas para ganhar. Acho que agora as pessoas vão ser mais tolerantes com o jeito defensivo que eu gosto. Não acredito individualmente em técnico, ele é uma pessoa. E as pessoas acreditaram e por isso agora somos os únicos bi da Copa do Brasil, eu e o Cruzeiro”, ironizava Mano Menezes.

“Muito difícil jogar aqui, todos sabem, acho que a gente fez um jogo equilibrado, a pressão iríamos tomar o jogo todo, mas nosso time joga bem fora de casa, é cascudo, maduro. Sabemos sofrer quando precisa e sabemos matar o jogo quando precisa matar. A gente merecia o título, o time mereceu, por tudo que a gente faz, por tudo que a gente trabalha. Eu só agradeço mais uma vez pelo bicampeonato do Cruzeiro.

“Esse título foi especial, a gente sabe que com 33 anos todos falam que está encerrando a carreira, então é aproveitar estes momentos. A parte do choro é porque quase prejudiquei o título, mas o Arrascaeta que fez tudo para jogar, me salvou hoje”, dizia Thiago Neves, com lágrimas ainda nos olhos. Ele foi imprudente na dividida com Ralf. Deu margem para a interpretação errônea de Wagner Nascimento.

Sheik foi o melhor do lado corintiano. Jogou sua última final. Vai aposentar

Sheik foi o melhor do lado corintiano. Jogou sua última final. Vai aposentar (Foto: Agência Corinthians)

“Fica uma sensação frustrante, era um gol tão importante que levaria para os pênaltis. Fomos para o tudo ou nada, acabamos tomando o gol. Não vi se foi correta a anulação, mas acontece e segue o jogo.

“A torcida é fantástica, o que ela faz nenhuma outra faz, é muito fiel, tentamos honrar com bom futebol. Nem sempre conseguimos”, dizia, frustrado, Pedrinho.

O que fica do jogo para o Corinthians foi a entrega do time e a coragem tática de Jair Ventura. O treinador sabia que precisava vencer a partida. E tratou de surpreender. Colocou Emerson Sheik no time e manteve Jonathas na frente, era o atacante de referência que muitos pediam.

Com o incrível apoio de sua torcida, o time paulista saiu para a pressão. E fez algo raro em 2018, atacou.

Só que do outro havia o experiente e muito bem montado Cruzeiro. Mano Menezes foi preciso na escolha do volante Romero na vaga de Egídio, suspenso. Não quis arriscar escalando o jovem Marcelo Hermes.

Além de deixar Arrascaeta para o segundo tempo. Manteve Rafinha que sabia muito bem como fechar o lado mais perigoso do Corinthians, o direito. Com Fagner e o reforço de Sheik, buscando triangulações. Mas o Cruzeiro se recompunha de forma intensa. Não deixava espaços.

A ansiedade aos poucos foi tomando conta dos corintianos. Gabriel, Ralf e Sheik já haviam tomado amarelo nos primeiros 25 minutos de jogo. E foi em um erro infantil de Léo Santos, que tentou salvar uma bola que iria para a lateral e acabou perdendo para Rafinha, que serviu Barcos. O chute do argentino foi na trave. E a sobra caiu no pé direito certeiro de Robinho. Cruzeiro 1 a 0, aos 27 minutos.

A tensão dominou de vez o Corinthians e o Itaquerão. O Cruzeiro, mais confiante, tocava a bola de forma racional, já controlava o jogo.

Dedé ainda acertou uma forte cabeçada na trave.

“A gente sabia que teria oportunidade, porque o Corinthians ia se atirar. Acho até que se atiraram pouco”, resumia, no intervalo, Robinho.

Jair Ventura voltou com o mesmo time, até com Ralf e Gabriel, dois volantes de marcação. E foi graças a um deles, Ralf e à absurda interpretação do árbitro que houve o empate. Aos cinco minutos, Thiago Neves se jogou para cortar a investida do volante corintiano. Ele errou o bote, mas não acertou o jogador, que saltou para enganar a arbitragem. Enganou. Wagner do Nascimento teve a coragem de marcar pênalti, mesmo vendo pelo VAR.

Jadson cobrou com perfeição, 1 a 1.

O Corinthianns poderia virar se o mesmo árbitro que errou para o Corinthianns, acertou em cheio contra. Jadson deu um tapa em Dedé, falta não marcada. Na sobra, a bola foi até Pedrinho que fez um golaço. Corretamente anulado por Wagner consultando o VAR.

O time de Jair Ventura se desesperou.

E se abriu para o golaço de Arrascaeta.

2 a 1.

A festa de Mano Menezes com o seu particular tri da Copa do Brasil

A festa de Mano Menezes com o seu particular tri da Copa do Brasil

No final, pressão sem consciência do Corinthians.

Ariel Cabral e Henrique foram excelentes.

Vitória e titulo cruzeirense.

Os corintianos aplaudiram seu time.

Apesar da derrota.

Todos sabiam.

Com o elenco atual foi longe demais…

Fonte: R7

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