OAB-PE repudia música cantada por apoiadores de Bolsonaro durante ato

3 primeira leitura
0
Marcha da Família, que reuniu apoiadores de Bolsonaro na capital pernambucana

O órgão classificou como “estarrecedores” os trechos da música que comparam mulheres de esquerda a cadelas

 

A seccional pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) publicou nota de repúdio a uma música cantada na Marcha da Família, ato organizado, no último domingo (23/9), por apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Recife.

A canção entoada durante o evento foi um paródia da música Baile de favela, de MC João. Nela, os manifestantes compararam mulheres a cadelas. “Dou para CUT pão com mortadela e pras femininas (sic), ração na tigela. As mina de direita são as top mais belas, enquanto as de esquerda têm mais pelos que as cadelas”, dizia a letra modificada pelos participantes da marcha.

Nesta segunda-feira (24/9), a OAB-PE classificou como “estarrecedores” os trechos da música. O órgão afirma que a canção reduz as mulheres à condição “análoga de seres irracionais e incitam o ódio, a violência e o preconceito contra aqueles que se reconhecem feministas e/ou têm orientação política diversa do aludido candidato”.

Ofensas inaceitáveis
Além disso, o documento, assinado pela secretária-deral-adjunta da OAB-PE, Ana Luiza Mousinho, afirma ser inadmissível que, “sob o argumento da liberdade de expressão”, um partido — seja de direita ou de esquerda — “ofenda publicamente uma coletividade de mulheres, reforçando a cultura machista e misógina que, infelizmente, ainda insiste em matar muitas mulheres todos os dias”.

A nota também cita que, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil, segundos dados do Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha.

Fonte: Correio Braziliense

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Redação BCN
Carregar mais por Bcn

Veja Também

Investigação não encontrou evidências de que Trump obstruiu inquérito sobre Rússia, diz Barr

O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta q…