Policiais com material apreendido durante a Operação Decantação, deflagrada em 2016

O ex-governador José Eliton (PSDB), que assumiu o governo após Marconi Perillo deixar o cargo para disputar o Senado nas eleições de 2018, também é alvo da ação.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (28/3) a Operação Decantação 2, que combate fraude em licitações e desvio de verbas públicas da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão. O ex-governador José Eliton (PSDB), que assumiu o governo após Marconi Perillo deixar o cargo para disputar o Senado nas eleições de 2018, também é alvo da ação.

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As investigações indicam que três empresas de um mesmo dono foram beneficiadas em contratos junto à companhia de saneamento, mesmo com impedimentos fiscais ou sem ser especialista na prestação de serviços demandados. A suspeita é de que parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete de Perillo, enquanto Eliton teria utilizado uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos. 

Também são alvos empresários, dirigentes da empresa e agentes públicos do Governo do Estado de Goiás. A 11ª Vara Federal de Goiás também determinou o sequestro de 65 imóveis avaliados em cerca de R$ 35 milhões e afastamento da função pública de dois servidores da Saneago.

A ação é decorrente da análise de materiais apreendidos durante a Operação Decantação, deflagrada em 2016, que desarticulou uma célula criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 4,5 milhões da Saneago. 

Lavagem de dinheiro

Ainda segundo a corporação, a suspeita é que as empresas eram utilizadas para lavagem de dinheiro, já que ficou comprovada transferência de valores na ordem de R$ 28 milhões entre o chefe de gabinete do ex-governador e a conta de uma empresa.  

Os envolvidos responderão pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, fraudes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro. Fonte: Correio Braziliense

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