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PF prende quadrilha que clonou celulares de ministros de Michel Temer

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Foto: Marcelo Ferreira

As ordens devem ser cumpridas em dois estados e no Distrito Federal. Investigados abriram contas falsas em bancos para receber os valores provenientes de golpes em apps

 

Um grupo que realizava clonagens de números telefônicos para aplicar golpes via aplicativo de trocas de mensagens é alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF). A Operação Swindle, que significa “fraude” em inglês, cumpre ordens judiciais em dois estados e no Distrito Federal.

De acordo com os investigadores, os suspeitos haviam clonado, em março deste ano, os celulares dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Agrário Osmar Terra. Os integrantes da organização criminosa se faziam passar pelos reais donos dos números de telefone e então solicitavam transferências de dinheiro para contas bancárias de uma lista de contatos pré-definidas por eles.

Os agentes cumpriram hoje 2 mandados de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão no DF, em Maranhão e Mato Grosso do Sul. Todas as ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Brasília.

Segundo a investigação, o ministro Carlos Marun foi o primeiro dos ministros a ser alvo do grupo. Em março, após ser acionado via o aplicativo, um amigo pessoal do ministro se dispôs a fazer um depósito. De acordo com o ministro, quem trocava mensagens com ele recebia de volta um pedido de “um favor” seguido da pergunta se o contato possuía conta do Banco do Brasil.

O ministro Eliseu Padilha, braço direito do presidente Michel Temer, foi alvo do grupo por duas vezes. Na segunda troca de aparelho celular, justamente por conta das clonagens de seu número, Padilha chegou a enviar mensagens aos contatos dele informando sobre a clonagem. “Soube que estão fazendo pedidos indevidos em meu nome. Não atendas nem mandes mensagens para este número. Vou tratar de responsabilizar criminalmente o clonador”, relatou o ministro.

À época, os ministros avisaram ao presidente Temer sobre o ocorrido e pediram que ele não falasse por meio do Whatsapp. Eles registraram boletim de ocorrência na PF. O Gabinete de Segurança Institucional também foi acionado para apurar o caso.

Fonte: Correio braziliense

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