Estação de metrô Sacomã, em São Paulo Reprodução/Google Street View/23.08.2018

Análise das imagens do metrô apontaram que jovem não disse a verdade no primeiro relato. Ao R7, a estudante manteve a versão de que foi estuprada

 

 

A Polícia Civil de São Paulo concluiu, nesta segunda-feira (27), a investigação sobre o suposto estupro de uma estudante de 18 anos na estação Sacomã, da Linha 2 – Verde, do Metrô de São Paulo, na última quarta-feira (22). De acordo com a polícia, a jovem confessou que não foi estuprada.A versão final sobre a suposta violação veio após a análise e apresentação das imagens à jovem, onde foi possível concluir que ela esteve sozinha durante o período que ficou nas dependências do metrô. O circuito de vigilância não identificou qualquer movimentação suspeita que corroborasse com a primeira versão da estudante.Segundo a polícia, a jovem admitiu ter mentido sobre o fato, alegando problemas familiares, em novo depoimento realizado nesta tarde na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona sul de São Paulo.Apesar de a versão da jovem ter sido aceita pela polícia, a estudante deve ser indiciada por comunicação falsa de crime, conforme previsto no código Penal.

No fim da noite desta segunda (27),  a estudante falou com o R7 e manteve a versão de que foi estuprada. Segundo ela, a Polícia Civil analisou imagens de um horário diferente do qual ela esteve no metrô.

Ao R7, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que as investigações estão em andamento. “A 2ª DDM instaurou inquérito para apurar o caso”, disse. “As imagens das câmeras de segurança foram entregues pelo Metrô. A análise das imagens mostra que, até o momento, não foi possível confirmar o crime dentro da estação”, argumentou a pasta. “Na tarde de segunda-feira (27), a estudante foi ouvida novamente e também não confirmou o crime”, finalizou a nota.

Nos últimos dias, estudantes de bairros como Vila Mariana e Sacomã relatam casos de estupros no Metrô e nas imediações das estações. “Isso é muito sério. Como acontece isso e ninguém viu? Vamos provocar uma reunião com o Metrô e com a CPTM para inibir essa situação', afirma Rosemary Corrêa, delegada da 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo e criadora das delegacias para a mulher. 'A única forma de inibir esse tipo de violência é vigiar, ensiná-las a gritar e chamar a atenção. Está na hora de revermos as estratégias para verificar falhas e evitar que essas situações ocorram.'

Foto: Reprodução Sindicato dos Metroviários

Nos últimos dias,estudantes de bairros como Vila Mariana e Sacomã relatam casos de estupros no Metrô e nas imediações das estações. “Isso é muito sério. Como acontece isso e ninguém viu? Vamos provocar uma reunião com o Metrô e com a CPTM para inibir essa situação”, afirma Rosemary Corrêa, delegada da 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo e criadora das delegacias para a mulher. “A única forma de inibir esse tipo de violência é vigiar, ensiná-las a gritar e chamar a atenção. Está na hora de revermos as estratégias para verificar falhas e evitar que essas situações ocorram.”

Fonte: R7
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