Roubo foi na manhã deste domingo no bairro Água Branca, em Contagem. Allan Guimarães Pontelo morreu após confusão em boate, em Belo Horizonte.

A Polícia Civil investiga o arrombamento da loja de suplementos do fisiculturista e estudante de educação física Allan Guimarães Pontelo, que tinha 25 anos. O local foi invadido por suspeitos na manhã de domingo (3) no bairro Água Branca, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A corporação informou que está fazendo levantamentos e que vai abrir inquérito para apurar o fato.

O roubo aconteceu enquanto o corpo de Allan era velado em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. Ele foi enterrado na mesma cidade.

No boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM) consta que testemunhas viram dois homens fortes estacionando um Gol em frente à loja Body Shape e que eles arrombaram a porta de aço.

Segundo o registro policial, eletroeletrônicos, vestuários e vários tipos de suplementos foram roubados. Os suspeitos fugiram quando viram que estavam sendo observados.

Testemunhas contaram à PM que acreditam que os suspeitos sejam conhecidos de Allan. Ninguém foi preso.

Nesta segunda-feira (4), o pai de Allan, o técnico em eletrônica Dênio Pontello, de 47 anos, disse que não teve acesso à loja do filho porque aguarda pelas investigações da Polícia Militar (PM) para resolver o roubo.

A morte

Allan Pontelo morreu na madrugada deste sábado (2) depois de uma confusão na boate Hangar 677, no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste da capital mineira.

A Polícia Civil informou que a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios nesta segunda-feira (4), onde haverá a abertura do inquérito, que vai ser presidido pelo delegado Magno Martins.

Militares foram chamados ao local porque ele estaria portando drogas. Contudo, o corpo apresentava sinais de violência, e um amigo relatou agressões. Parentes afirmam que Allan foi espancado por seguranças.

O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte. De acordo com a Polícia Civil, o resultado da necropsia deve sair em 30 dias. Amostras de sangue e urina também serão analisadas.

A Polícia Civil ainda não informou detalhes sobre a perícia. Escoriações no corpo, manchas de sangue nos pés e na boca foram relatadas pela PM. Uma correntinha usada pela vítima também estava suja de sangue, a calça e a blusa estavam rasgadas.

De acordo com o tenente Jerry Adriane de Abreu, que atendeu a ocorrência, seguranças disseram que o rapaz foi portava cocaína e ecstasy e ficou muito agitado ao ser abordado. Ainda conforme o militar, falaram também que Allan teria ingerido substância entorpecente e pode ter falecido após ataque cardíaco.

Há também a versão de um amigo da vítima que relata que o jovem foi abordado por três seguranças e levado para um local isolado, conforme o militar. A informação inicial é de que não há câmeras neste ponto, perto dos banheiros.

A PM informou que constava do boletim de ocorrência que o amigo disse ter sido intimidado por um dos seguranças que abordaram Allan no banheiro. A informação foi passada pela sala de imprensa da PM. No registro, o amigo afirma que o segurança encostou o cano de um revólver nele e pediu que sumisse.

No boletim, o responsável pela equipe de segurança afirma que, ao ser abordado, Allan correu, pulou grades e caiu ao solo desacordado, segundo a PM.

O pai e a namorada da vítima falaram emocionados sobre o caso. “Simplesmente foi uma brutalidade, um menino formando, estudando, trabalhando, saiu pra divertir”, disse Dênio Louis Pontello. Ele afirmou à reportagem que acredita que o filho foi assassinado. Afirmou também que, em revista policial, nenhuma droga foi encontrada no carro do filho. A namorada também afirma que teria havido agressão e pediu punição.

A polícia também informou que seguranças entregaram uma embalagem com drogas afirmando que foi encontrada com a vítima. Junto ao corpo, não havia qualquer tipo de droga, conforme a polícia. Os militares também disseram que, quando chegaram ao local, uma equipe médica tentava reanimar Allan.

Nesta manhã, dois funcionários da boate prestavam esclarecimentos na 126ª Companhia da PM, no Estoril. Parentes também estiveram no local.

A Polícia informou que um segurança e um amigo da família foram ouvidos como testemunhas por um delegado. Ninguém foi preso.

O advogado da empresa responsável pela segurança afirmou que a abordagem dos seguranças foi motivada por uma denúncia de que Allan estaria vendendo ou consumindo drogas. O rapaz teria tentado fugir correndo e caiu ao pular uma grade, tendo uma parada cardiorrespiratória na sequência.

Nenhum representante da casa de shows foi localizado para comentar o caso.

Fonte: G1

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