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Polícia pede mais prazo para investigar morte de jovem após festa

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Ana Carolina Lessa tinha 19 anos e estudava enfermagem (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

A 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) pediu à Justiça mais 60 dias de prazo para concluir o inquérito da morte de Ana Carolina Lessa Coelho, 19 anos. Delegada não descarta omissão de socorro e aguarda resultado do exame toxicológico para saber se a jovem usou alguma substância química

 

A delegada responsável pela investigação da morte de Ana Carolina Lessa Coelho, 19 anos, pediu à Justiça mais 60 dias de prazo para concluir o inquérito que apura as circunstâncias do fato. A universitária morreu em 25 de junho, horas após chegar de uma festa rave que começou no sábado (23/6) e só terminou às 16h de domingo (24/6) na zona rural do Recanto das Emas. Entre as linhas de investigação, a delegada-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), Cláudia Alcântara, não descarta uma possível omissão de socorro. Ela também aguarda o resultado do exame toxicológico para saber se a jovem usou alguma substância química.

Até agora a investigadora ouviu brigadistas e enfermeiros do evento, além de amigos de Ana Carolina, pessoas que a viram na festa, conhecidos que deram carona de volta para a universitária e médicos do Hospital São Mateus que atenderam a paciente na segunda-feira (25/6), antes do óbito. “Pelo que as testemunhas falaram, ainda não cheguei a imaginar que algum homicídio possa ter ocorrido, mas não descartamos nada, inclusive uma provável omissão de socorro por parte da empresa contratada para prestar esse tipo de serviço”, explicou a delegada.

No pedido que fez à Justiça solicitando mais prazo para investigação, Cláudia relatou o que foi feito até agora. Entre os exames realizados, o laudo do corpo delito descartou abuso sexual na jovem. “Outras pessoas também já foram intimadas e serão ouvidas na próxima semana”, ressaltou a delegada.

A investigadora também articula o que pode ser feito para tentar coibir a emissão de licenças para a realização de festas raves no Distrito Federal. “Ao longo das oitivas, percebemos que quem vai para esse tipo de festa é muito difícil não usar droga, porque tem pessoas que vão com uma quantidade para consumo próprio, outras levam para ela e para o amigo e tem aquelas que trazem uma pequena quantidade para vender”, ressaltou.

Mãe de Ana Carolina, Valda Lessa, 41 anos, espera que a verdade seja esclarecida. “Se existir algum culpado, que a pessoa pague, porque o que aconteceu com minha filha foi uma coisa muito drástica. Ninguém a ajudou, prestou socorro, e ela não teve tratamento adequado. Espero que as pessoas sejam justas”, desabafou.

Cabeleireira, ela acredita que a filha possa ter sido induzida a consumir alguma substância química. “Todas as pessoas que a viram relatam que ela estava fora de si, desacordada, e tinha sido roubada. Minha filha nunca foi usuária de droga nem acho que ela usou alguma coisa por conta própria. Fica o alerta para outros pais. O que aconteceu pode ocorrer com qualquer pessoa”, frisou.

Entenda o caso
Ana Carolina Lessa Coelho saiu de casa, em Águas Claras, em 23 de junho, para ir ao evento de música eletrônica com colegas, mas, durante a confraternização, começou a passar mal e não deu mais notícias à família. No domingo, a jovem foi dada como desaparecida pela mãe.

Parentes e amigos começaram uma busca por Carol, como era chamada. Ela foi encontrada na casa de um jovem desconhecido, no Sol Nascente, em Ceilândia, na madrugada de segunda-feira (25/6). À tarde, morreu no hospital. Segundo relato da mãe, Carol, como era conhecida, estava com hematomas pelo corpo e, quando foi encontrada, apresentava comportamento alterado.

Fonte: Correio Braziliense

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