Até agora, investigações já descobriram que nove nomes entraram na relação por erros na inserção ou por tentativas de estelionato

Depois de anunciar a retirada de seis nomes da lista de desaparecidos de Brumadinho (por tentativa de estelionato e pela localização, vivas, de pessoas que constavam na relação), a Polícia Civil removeu mais três do grupo de vítimas ainda não identificadas da tragédia. Segundo a delegada Ana Paula Gontijo, da delegacia de Brumadinho, havia dois nomes duplicados, com grafias diferentes, além do caso de um ex-funcionário da Vale que foi incluído por engano – a filha dele teria entrado em contato com a mineradora para ter notícias do pai, que acabou entrando na lista de desaparecidos. Dessa forma, o número, que tinha caído para 87 na última atualização, na sexta-feira, reduziu para 84. Já foram identificadas 217 pessoas, o que significa que a tragédia de Brumadinho terá deixado 301 mortos se mais nenhum nome deixar a relação.

Na sexta-feira, a delegada solicitou primeiro a retirada de Sérgio Lúcio Peixoto do quadro de desaparecidos. Ele é funcionário aposentado da Vale e mora em Brumadinho, próximo ao Inhotim. Ana Paula Gontijo explicou que uma filha de Sérgio que não tinha contato com o pai há muito tempo procurou a Vale na época da tragédia querendo saber se ele poderia estar envolvido. “Por equívoco, o nome acabou sendo lançado”, diz a policial.

Outros dois nomes deixaram a relação porque constavam duas vezes na lista. Um deles foi o do funcionário da Pousada Nova Estância, Robson Máximo Gonçalves. Inicialmente, ele foi incluído a partir de informações de uma funcionária da hospedaria. Depois, a esposa dele, uma das sobreviventes do desastre, informou a grafia correta. “Percebemos que eram a mesma pessoa”, acrescenta a delegada. O corpo de Robson já foi identificado pelo Instituto Médico Legal (IML). O segundo caso é o de Paulo Geovani dos Santos, que consta na lista da Vale como funcionário terceirizado ou membro da comunidade atingida. Ana Paula Gontijo explica que havia um nome muito parecido na lista, de Saulo Geovane dos Santos, o que levantou a suspeita. “Ficou comprovado que uma sobrinha ligou passando o nome, mas o funcionário da Vale que o incluiu na lista pode ter entendido errado e escrito Saulo. Depois, outra sobrinha também informou o nome correto, Paulo”, conta.

As investigações continuam com o objetivo de ter a certeza de que todos os nomes na lista de desaparecidos são de fato de vítimas ainda não identificadas do rompimento da Barragem 1, da Mina Córrego do Feijão. Por fim, a delegada destaca que esse trabalho é importante para nortear as buscas comandadas pelo Corpo de Bombeiros, a partir do retorno de quem realmente está desaparecido e onde pode ser encontrado. Fonte: Em

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