Prédio tombado destinado à habitação popular no Centro de SP tem infiltração e falta de manutenção

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Prédio tombado com moradia popular apresenta problemas (Foto: TV Globo/divulgação)

Moradores e síndico reclamam de problemas e falta de recursos para recuperação; Caixa diz que há unidades à venda e que dívida de condomínio está sendo discutida na Justiça.

 

Um prédio tombado pelo patrimônio histórico, com mais de 70 anos no Centro de São Paulo, destinado à moradia popular por meio de um programa da Caixa Econômica Federal enfrenta falta de manutenção.

O prédio não tem gás encanado, tem infiltrações, sujeira, além de problemas de vazamento de água. O condomínio diz não ter dinheiro pra comprar os produtos específicos para a limpeza, já que o prédio é tombado.

O edifício “Riskalah Jorge” foi construído na década de 40 pra ser um hotel, mas acabou sendo sede de uma empresa e foi vendido ao Hospital Beneficência Portuguesa.

Tendo ficado vazio, foi ocupado irregularmente por movimentos de moradia e depois desocupado. Em 2001, oi comprado por uma construtora que, com recursos do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), da Caixa Econômica Federal, adaptou as salas para 167 apartamentos. O programa foi precursor do “Minha Casa, Minha Vida”.

Em 2003, as unidades habitacionais foram entregues aos moradores que faziam parte do programa, e, desde então, os problemas começaram.

Atualmente, a Caixa é dona de 66 das 167 unidades habitacionais, sendo a maior inadimplente do prédio. Há 14 unidades vazias. Pelas contas do síndico, a Caixa deve mais de R$ 200 mil em condomínio.

A Caixa Econômica Federal disse, em nota, que existem 15 unidades ociosas e que 5 estão disponíveis para venda direta. As outras unidades estarão disponíveis em breve.

Sobre a dívida, a Caixa disse que o condomínio entrou na Justiça e que, por isso, não pode fazer a regularização por via administrativa.

Falta de manutenção

Dentro do prédio, a falta de manutenção também é evidente, com buracos no teto infiltrações na parede.

Uma moradora do local há 11 anos diz que pagava R$ 203 de prestação pelo arrendamento do imóvel, mas que, há quatro anos, pediu pra ir pra outra unidade porque o apartamento não tinha mais condições.

“Por causa de vazamento de água e não ia ficar. Ficava dentro da água e esgoto, caía lá de cima cocô”, diz uma moradora.

Fonte: G1

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