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Primeira pesquisa deverá dar 58% a 42% para Bolsonaro

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A primeira pesquisa do segundo turno do Datafolha, que sai hoje, realizada apenas três dias depois das eleições, sem tempo suficiente para reflexão ou mudança de opiniões do eleitorado, não tem como apresentar resultado diferente. Ela deverá mostrar a soma dos votos obtidos pelos candidatos no primeiro turno com a quantidade de votos que cada um receberá dos eleitores dos demais candidatos.

A grosso modo, Bolsonaro teve 46%, Haddad 30% e os demais candidatos, 24%.

Detentor de 12,5%, Ciro deverá entregar, de acordo com o Datafolha, 70% para Haddad, ou 8% e 30% para Bolsonaro, 4,5%. É claro que, se ele entrar na campanha de Haddad para valer isso poderá mudar. E como ele é o maior doador de votos a inclinação de seus eleitores para um ou outro poderá ser decisiva.

Os 4,7% de Alckmin tendem a ser divididos meio a meio: 2,4% para Haddad e 2,3% para Bolsonaro. Ele não vai apoiar ninguém.

O direitista Amoedo, que recebeu 2,5% entregará tudo para Bolsonaro, sem dúvida. Já declarou que Haddad não.

Os 1,2% de Meirelles, que fez um forte discurso contra Bolsonaro, mas tem eleitorado conservador poderão se dividir entre os dois.

Bolsonaro deverá ganhar os 1,2% do Cabo Daciolo e 0,8% de Álvaro Dias.

Haddad herdará 1% de Marina e 05,% de Boulos.

Resumo da ópera, em números redondos: 12% para Haddad e 12% para Bolsonaro.

Resultado final provável da primeira pesquisa: Bolsonaro 58% (46% mais 12%), Haddad 42% (30% mais 12%).

Se Ciro conseguir direcionar todo o seu eleitorado para Haddad, nas próximas pesquisas Bolsonaro perderá 4,5% e o placar ficará 53,5% para ele e 46,5% para Haddad.

Ciro é o fiel da balança.

É apenas a primeira pesquisa de muitas. Ela indica que Haddad vai entrar no horário eleitoral, que começa na próxima sexta-feira, precisando tirar oito pontos do inimigo para voltar ao jogo e se cuidar para não perder nenhum.

Para alcançar seu objetivo, precisará ganhar a batalha da comunicação, redirecionando para si os votos que migraram para o outro depois do primeiro turno.

E, como já sabemos, o campo da batalha são as redes sociais, principalmente o whatsapp, onde seu inimigo tem enorme influência e utiliza para difamá-lo e caluniá-lo.

Fonte: Brasil 247

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