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Procuradoria holandesa confirma que criminoso de guerra ingeriu veneno no tribunal

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Órgão abriu investigação para saber como Slobodan Praljak, que morreu após tomar líquido de um pequeno frasco em frente à corte, obteve a substância.

O frasco que estava em posse do criminoso de guerra bósnio-croata Slobodan Praljak durante sua audiência no Tribunal Penal para a ex-Iugoslávia (TPII) na quarta-feira continha um “produto químico que pode levar à morte”, confirmou nesta quinta-feira (30) a Procuradoria holandesa, que segue o caso.

No momento da divulgação da nota, o Instituto Médico Legal holandês não havia concluído a autópsia do corpo de Prajlak para determinar as causas exatas de sua morte depois de ter ingerido na quarta-feira um líquido diante do tribunal onde era julgado por crimes na Guerra dos Bálcãs (1992-1995).

A investigação toxicológica, cujos resultados devem sair nos próximos dias, deve proporcionar mais clareza sobre a causa do falecimento.

A Procuradoria não esclareceu a natureza exata da substância que o bósnio-croata bebeu, segundos depois de o TPII confirmar o veredito de 20 anos de prisão por crimes de guerra.

As autoridades holandesas, que estão investigando o ocorrido a pedido do tribunal, centram a busca em duas ilegalidades: a assistência ao suicídio e a violação da Lei de Medicamentos.

Crimes contra a humanidade

Praljak, que foi condenado por crimes contra a humanidade por seu papel na Guerra da Bósnia, estava desde 2004 detido e era provável que saísse de prisão dentro de alguns meses, ao cumprir dois terços de sua pena.

As perguntas giram agora sobre como Praljak teve acesso ao veneno, apesar da forte custódia em prisão e da segurança dentro do Tribunal.

Segundo o advogado Erik Kok, que trabalhou como assistente legal no TPII durante seis anos, é muito difícil evitar que um detido obtenha “drogas ou telefones celulares” dentro de prisão.

Além disso, em entrevista à televisão holandesa RTL Nieuws, ressaltou que os suspeitos podem sair à rua sob certas condições e, em alguns momentos, caminham pelos corredores da penitenciária sozinhos, entrando em contato com muitas pessoas, desde guardas e faxineiros.

Os detentos também mantêm contato com advogados e familiares

A ala da prisão holandesa de Scheveningen onde estão presos os suspeitos e condenados do TPII é dirigida pela ONU, e os guardas são funcionários da organização.

Fonte: G1

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