Medida faz parte da decisão de reduzir o número de funcionários norte-americanos no país; Senado norte-americano aprovou sanções contra a Rússia na quinta-feira.

 

O presidente Vladimir Putin anunciou neste domingo (30) que 755 diplomatas norte-americanos deverão deixar o território russo, como parte da decisão de reduzir a 455 o número de funcionários dos Estados Unidos em seu país, depois que o Senado aprovou sanções contra a Rússia.

“Mais de um milhão de pessoas trabalhavam e continuam a trabalhar” nas repartições diplomáticas americanas na Rússia, declarou Putin em entrevista ao Rossia 24, canal público de TV. “755 pessoas deverão interromper suas atividades na Rússia”, ressaltou.

“Aguardamos tempo o suficiente, com a esperança de que a situação pudesse melhorar”, revelou Putin durante a entrevista. “Porém, tudo indica que caso a situação mude, isso não vai acontecer rapidamente”, advertiu.

 

Sanções contra a Rússia

O Senado dos Estados Unidos aprovou de forma esmagadora na quinta-feira (27) sanções contra a Rússia, Irã e Coreia do Norte, apesar de objeções do presidente Donald Trump. A lei, que teve o forte apoio de republicanos e de democratas, será agora enviada à Casa Branca para a sanção ou o veto do presidente.

Sua aprovação no Senado irritou Putin, e gerou promessas de retaliação da parte dele, informa a agência Reuters.

A legislação tem o objetivo de punir Moscou por interferir nas eleições presidenciais de 2016 – a suposta interferência é investigada nos EUA – e por sua agressão militar na Ucrânia e na Síria, onde o Kremilin apoia o presidente Bashar al-Assad.

O projeto também propõe sancionar cidadãos russos envolvidos em violações aos direitos humanos, responsáveis por ataques hackers e indivíduos que tenham fornecido armas ao governo da Síria.

A lei de 184 páginas atinge Putin e os oligarcas próximos deles ao ter como alvo setores cruciais da economia russa, incluindo a venda de armas e exportações de energia, segundo informa a Associated Press.

O projeto é a maior proposta de política externa aprovada pelo Congresso dos EUA sob o governo Trump, que tem enfrentado dificuldade para avançar em sua agenda doméstica, apesar de os republicanos controlarem tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado.

Fonte: G1

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