Donald Trump ofereceu proteção temporária a pessoas que entraram ilegalmente nos Estados Unidos quando crianças e a outros grupos de imigrantes que enfrentam a deportação

O presidente Donald Trump ofereceu, no sábado (19), proteção temporária a pessoas que entraram ilegalmente nos Estados Unidos quando crianças e a outros grupos de imigrantes ameaçados de deportação, em troca de financiamento para construir um muro na fronteira com o México.

Trump busca, com essa proposta anunciada em um discurso pela televisão, pôr fim à paralisação parcial do governo federal de quase um mês decorrente da falta de um acordo orçamentário. Na origem, está a queda de braço pelo muro fronteiriço.

Pouco antes do anúncio de Trump, a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, já havia rejeitado a proposta, que teve seu conteúdo divulgado antes pela imprensa.

Em nota, Pelosi afirmou que a proposta de Trump é “uma compilação de várias iniciativas rejeitadas anteriormente, cada uma das quais é inaceitável e no total não representam um esforço de boa-fé para restaurar a segurança na vida das pessoas”.

“É improvável que qualquer uma destas propostas sozinha seja aprovada pela Câmara (baixa) e, em conjunto, não dá nem para começar a conversar”, acrescentou.

Trump pede 5,7 bilhões de dólares para financiar o muro, 800 milhões para “assistência humanitária urgente” e 805 milhões para segurança portuária e tecnologia de detecção de drogas.

Ontem, o presidente se comprometeu a prolongar por três anos um visto de residência temporária criado por seu antecessor, o democrata Barack Obama, e que foi anulado quando o republicano chegou à Casa Branca.

Essa medida beneficiaria os cerca de 700.000 “dreamers” (sonhadores), como são chamados os jovens que chegaram aos EUA ainda crianças, de forma ilegal.

Trump propôs também prorrogar por três anos um estatuto de proteção temporária (TPS), que permite a 300.000 imigrantes trabalharem em visto de residência. No início do mandato, o presidente suspendeu esse estatuto para os cidadãos de vários países.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, lembrou, no Twitter, que foi o próprio Trump que retirou a proteção que agora pretende oferecer aos imigrantes.

“Oferecer devolver algumas proteções em troca do muro não é um compromisso, mas uma nova tomada de reféns”, tuitou.

O presidente voltou a insistir na necessidade de construir o muro na fronteira com o México, após acusar as caravanas de migrantes centro-americanos que tentam entrar nos Estados Unidos de levarem criminosos e grandes quantidades de drogas.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, considerou no sábado que a proposta de Trump é “uma decisão corajosa para reabrir o governo, proteger a fronteira e agir com a oposição para resolver os problemas atuais sobre a imigração”.

Embora as palavras de Pelosi sugiram que os democratas não vão aceitar a última proposta do presidente, eles também parecem estar dispostos a pôr fim a sua confrontação com Trump para acabar com o “shutdown”.

Segundo edição de sábado do jornal “The New York Times”, os democratas propuseram aumentar em mais de 1 bilhão de dólares sua oferta anterior de 1,3 bilhão de dólares para garantir a segurança na fronteira com o México, mas sem conceder recursos para o muro.

Ainda que as pesquisas mostrem que os americanos culpam mais Trump e os republicanos do que os democratas por essa situação, ambos os lados estão sentindo a pressão para encerrar o “shutdown” mais longo da história do país. Fonte: AFP

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