Concessão vale pelos próximos seis meses. ‘Após um processo transparente e ético, o Maracanã está sendo devolvido ao futebol carioca’, disse governador em vídeo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou nesta sexta-feira (5) que o Maracanã será administrado pelo Clube de Regatas do Flamengo e pelo Fluminense Football Club nos próximos 6 meses.

Maracanã volta para administração de Flamengo e Fluminense — Foto: GloboNews
Maracanã volta para administração de Flamengo e Fluminense – Foto: Globo News

“Tenho a satisfação de anunciar que o Flamengo e o Fluminense são os vencedores do consórcio, que irá administrar o Maracanã pelos próximos seis meses. Após um processo transparente e ético, o Maracanã está sendo devolvido ao futebol carioca”, disse Witzel num vídeo publicado.

Segundo o governador, os seis meses de concessão são prorrogáveis por mais seis meses, o tempo para fazer uma nova parceria público-privada (PPP) definitiva por 35 anos.

Embedded video

Wilson Witzel@wilsonwitzel

Tenho a satisfação de anunciar que o Flamengo e o Fluminense são os vencedores do consórcio, que irá administrar o Maracanã pelos próximos seis meses. Após um processo transparente e ético, o Maracanã está sendo devolvido ao futebol carioca. @pscnacional2,1401:38 PM – Apr 5, 2019698 people are talking about thisTwitter Ads info and privacy

A reportagem dos repórteres André Gallindo e Gabriela Moreira informou que Flamengo e Fluminense também terão direito a explorar o Tour Maracanã seguindo o seguinte acordo: repasse de 10% do faturamento mensal ou um mínimo de R$ 64 mil.

Impessoalidade

Além do vídeo, a publicação de Witzel em rede social traz um texto anunciando os clubes cariocas como vencedores do consórcio. O governador finaliza o “post” marcando o perfil do Partido Social Cristão (PSC), partido pelo qual Witzel foi eleito para o cargo no Executivo estadual.

Manoel Peixinho, professor de direito administrativo da PUC-Rio, avalia que a vinculação do partido a um ato de governo viola princípios jurídicos de impessoalidade e moralidade administrativa.

“O governador eleito não tem partido quando diz respeito à administração pública. Ele é o governador de todos os fluminenses. E ele não pode associar um ato de governo ao seu partido político. Logo, ele violou os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa”, afirmou o docente.

Sobre isso, o G1 pediu um posicionamento ao Palácio Guanabara. A resposta do governo será incluída quando for recebida.

Contrato rompido

No mês passado, o governo do rio rompeu o contrato com o consórcio que administra o complexo.

A concessão havia sido vencida em 2013 pelo grupo Odebrecht, investigado na Operação Lava Jato. E o contrato, que valeria por 35 anos, estava suspenso desde setembro.

Segundo a Justiça, a parceria apresentava ilegalidades. Fonte: G1

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Redação BCN
Carregar mais por BCN

Veja Também

Transporte público funciona parcialmente em dia de paralisação

Manifestantes voltam às ruas do país Diversas cidades brasileiras registram hoje (14) mani…